Lula destacou a necessidade de reformar o sistema tributário, que considera injusto com os trabalhadores e benéfico para os mais ricos.
Durante seu discurso em Maragogipe, no Recôncavo Baiano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu mudanças estruturais para combater os privilégios no país e criticou as desigualdades no sistema tributário brasileiro. O chefe do Executivo destacou que os mais pobres continuam sendo maioria e, ao mesmo tempo, os mais esquecidos, inclusive durante os períodos eleitorais.
“O pobre só tem valor nessas eleições porque é a maioria. Mas, inclusive nas eleições, o pobre é esquecido também”, afirmou o presidente.
Lula destacou a necessidade de reformar o sistema tributário, que considera injusto com os trabalhadores e benéfico para os mais ricos. Ele comparou as alíquotas pagas por diferentes classes sociais, defendendo um modelo mais equilibrado.
“Não é possível que o trabalhador que ganha oito ou nove mil reais por mês pague vinte e meio por cento de imposto de renda, enquanto quem ganha milhões em dividendos e aplicações financeiras não quer pagar sequer doze por cento. Isso é um absurdo que precisamos corrigir”, criticou.
O presidente também elogiou o empenho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em negociar no Congresso Nacional pela redução das alíquotas e ampliar a justiça tributária. Segundo Lula, o governo busca encerrar privilégios e garantir que todos contribuam de forma proporcional à sua renda.
“Nós temos mais de quinhentos bilhões de reais em isenções concedidas a empresas. É muito dinheiro que deixa de ser investido no povo, na educação, na saúde e na merenda escolar. Esse país precisa voltar a olhar para quem mais precisa”, reforçou.
Lula ainda lembrou que o Brasil ficou sete anos sem reajustar o salário mínimo acima da inflação e que programas de inclusão social e combate à fome foram retomados após sua volta ao governo.
“Estávamos há sete anos sem aumentar o salário mínimo acima da inflação. Foi preciso eu voltar para garantir o aumento real. O mesmo aconteceu com a merenda escolar e com os programas de combate à fome. Hoje, com muito esforço, conseguimos acabar com a fome novamente no Brasil”, declarou.
O presidente ressaltou que os avanços sociais e educacionais alcançados em seus governos e no de Dilma Rousseff mostram o compromisso do PT com a inclusão e o desenvolvimento.
“Em cem anos, outros governos fizeram apenas 140 institutos federais. Eu e a Dilma, em quinze anos, fizemos 782 institutos federais. E a Bahia vai ganhar ainda mais. Isso é o que muda a vida das pessoas de verdade”, finalizou Lula.
Com informações do repórter André Silva