10/06/2026
--
De Olho na Cidade
InícioMarço Mulher
3 min de leitura

Março Mulher: liderança sindical destaca luta histórica e cobra valorização da educação em Feira de Santana

Presidente da APLB Sindicato, Marlede Oliveira defende educação como caminho para igualdade

Redação:
sábado, 21 de março de 2026 às 18:00
Imagem de Março Mulher: liderança sindical destaca luta histórica e cobra valorização da educação em Feira de Santana

O mês de março, marcado internacionalmente como símbolo da luta das mulheres por direitos, igualdade e dignidade, foi tema de destaque em mais uma edição especial da série Março Mulher no programa De Olho na Cidade da Rádio Sociedade News FM. A data, que remonta às mobilizações de trabalhadoras no início do século XX, como greves em Nova York entre 1908 e 1909 e protestos históricos, segue atual diante dos desafios enfrentados pelas mulheres, especialmente no mercado de trabalho e na ocupação de espaços de poder.

A presidente da APLB Sindicato em Feira de Santana, Marlede Oliveira, destacou a importância histórica das lutas sociais e o papel das mulheres nesse processo.

“A primeira grande conquista da classe trabalhadora no mundo foi com a Revolução de 1917. A partir dali, houve avanços que influenciaram direitos no mundo inteiro, inclusive para as mulheres”, afirmou.

Segundo ela, no Brasil, os avanços mais significativos vieram com a Constituição de 1988.

“Foi ali que tivemos garantias importantes, como redução da carga horária e outros direitos. Mas ainda estamos em luta por melhores condições de trabalho e qualidade de vida”, pontuou.

Educação como base para igualdade

Para Marlede, o principal caminho para ampliar a participação feminina em cargos de liderança é o acesso à educação de qualidade.

“Sem educação, não há oportunidade. Quem tem conhecimento consegue disputar espaço no mercado. Quem não tem, fica à margem”, disse.

A sindicalista chamou atenção para a realidade da rede pública em Feira de Santana.

“Temos crianças sem aula desde 2024 por falta de professores. Como garantir aprendizado assim? As séries iniciais são fundamentais, é quando a criança aprende a ler e escrever. Sem isso, todo o resto fica comprometido”, alertou.

Ela também destacou a falta de creches como um obstáculo para as mulheres. “Como uma mãe vai trabalhar ou estudar se não tem onde deixar o filho? É preciso dar condições para que as mulheres possam se desenvolver”, afirmou.

Trajetória marcada pela militância

Com 70 anos de idade, Marlede relembrou sua trajetória na educação e no movimento sindical, influenciada pelo ambiente familiar e pelo contexto político da época.

“Meu pai era muito envolvido com política e isso influenciou minha formação. Eu aprendi desde cedo a importância de lutar por direitos”, contou.

A sindicalista ingressou na APLB em 1989 e destacou momentos marcantes de sua atuação.

“Fui presa em 1991 durante uma mobilização em Capela. Já acampamos em prefeituras, organizamos greves. Tudo isso faz parte da luta para garantir direitos”, relembrou.

Marlede destacou o legado que pretende deixar. “Quero deixar uma história de luta, de resistência e de compromisso com a classe trabalhadora. Direitos não são dados, são conquistados”, disse.

Ela reforçou a importância da valorização dos profissionais da educação para garantir qualidade no ensino.

“O filho do trabalhador merece ser doutor. E para isso, precisa de uma escola pública forte e professores valorizados”, concluiu.

Compartilhar:

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nosso Termos de Uso.