09/06/2026
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Ministério da Saúde monitora cenário do hantavírus e descarta risco elevado no Brasil

Ministério da Saúde afirma que variante identificada em cruzeiro na América do Sul não circula no país e reforça monitoramento da doença

Victória SilvaRedação: Victória Silva
sábado, 09 de maio de 2026 às 11:18
Representação digital em 3D de um vírus ou estrutura microscópica complexa. A partícula esférica possui uma superfície irregular e rugosa, com tonalidades vibrantes de laranja, azul e cinza.
Foto: Reprodução/Ruslanas Baranauskas, Science Photo Library

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (8) que acompanha o cenário internacional relacionado ao hantavírus, mas reforçou que não há, neste momento, risco elevado de disseminação global da doença. A avaliação está alinhada ao entendimento mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a pasta, a variante identificada em passageiros de um cruzeiro investigado na América do Sul não circula no Brasil. O navio, que passou por países sul-americanos, concentra casos suspeitos e confirmados da doença, gerando alerta entre autoridades sanitárias internacionais.

O governo brasileiro destacou ainda que o genótipo Andes, associado aos episódios analisados no cruzeiro, nunca foi registrado em território nacional. Essa cepa já esteve relacionada a ocorrências raras de transmissão entre pessoas em países como Argentina e Chile.

No Brasil, os casos registrados apresentam características diferentes. Segundo o Ministério da Saúde, os nove genótipos de Orthohantavírus encontrados em roedores silvestres no país possuem outro perfil epidemiológico, sem histórico de transmissão interpessoal entre humanos.

A pasta também esclareceu que os casos confirmados recentemente no Paraná não possuem relação com o episódio internacional envolvendo o cruzeiro.

Dados oficiais apontam que o Brasil registrou 35 casos de hantavirose em 2025. Neste ano, já foram contabilizadas sete ocorrências, incluindo os casos confirmados nos últimos dias.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pelo contato com secreções de roedores silvestres infectados, como urina, saliva e fezes. A doença integra a lista de notificação compulsória no Brasil há mais de duas décadas, o que permite o monitoramento constante pelas autoridades de saúde.

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