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MOC cobra um novo decreto de emergência devido à seca no Município

A reivindicação foi feita pela presidente do órgão, Conceição Borges.

Por Rafa
terça-feira, 13 de agosto de 2024 às 18:15
Foto: Divulgação/ Câmara Municipal de Feira de Santana
Foto: Divulgação/ Câmara Municipal de Feira de Santana

O Movimento de Organização Comunitária (MOC) esteve nesta terça-feira (13) na Câmara Municipal de Feira de Santana para reivindicar que seja decretado situação de emergência em Feira de Santana por conta da seca. A reivindicação foi feita pela presidente do órgão, Conceição Borges.

“Sem a edição deste documento, não podemos trazer políticas públicas que poderiam auxiliar neste momento. Infelizmente, não observamos nenhum movimento que garanta a esta população o mínimo para continuar vivendo no campo”, criticou.

Conceição chamou a atenção das autoridades municipais para os prejuízos que estão ocorrendo na produção. Por este motivo, entende, a questão “precisa ser tratada para além da perda da safra”. Elaborar um plano de convivência com o semiárido, potencializar quintais produtivos e investir em ações relacionadas ao armazenamento de água, foram algumas das sugestões citadas pela dirigente.

Além dessas medidas, ela diz, a Prefeitura poderia firmar parcerias com instituições como a Universidade Federal do Recôncavo (UFRB) e Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), visando adotar ações preventivas. “A gente precisa trazer para o debate questões como reflorestamento, crise climática e reuso da água. A partir do momento que trabalharmos com isto, saberemos conviver com a falta de chuvas e teremos soluções para assuntos relacionados à geração de renda”, afirmou.

Também usando a palavra na Tribuna Livre, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Feira, Adriana Lima, informou que a entidade encaminhou ofício ao prefeito Colbert Filho cobrando o decreto de situação de emergência. “A seca tem provocado muitos transtornos na zona rural do Município. Há falta de água e alimento, o que tem gerado desespero em muitas comunidades, onde sequer existe o necessário para consumo humano”, explicou a sindicalista.

Segundo ela, a revogação do decreto anterior (nº 13.103/2023) atendeu a um determinado momento, mas agora o cenário é outro. Ela vê a necessidade de edição de novo documento declarando a emergência, diante do período de estiagem atravessado pelo Município. Adriana informou que, além de enviar ao prefeito, encaminhou cópias do ofício do sindicato ao Poder Legislativo. Entre outras sugestões apresentadas, a construção de reservatórios e aguadas, distribuição de cestas de alimentos e a criação de uma Mesa de Negociação permanente para discutir assuntos de interesses dos agricultores.

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