Segundo dia do evento reúne especialistas, produtores e empresas para debater tecnologia, biosseguridade, produtividade e desafios do mercado de aves
O segundo dia do Simpósio Aves Nordeste, realizado em Feira de Santana nesta quarta-feira (13), foi marcado por auditórios cheios, palestras técnicas e debates sobre inovação, biosseguridade e produção. Promovido pela Associação Baiana de Avicultura (ABA), o evento reuniu produtores, empresários, estudantes e especialistas de diferentes regiões da Bahia e do Nordeste.
A presidente da ABA, Kesley Jordana, comemorou o resultado do encontro e afirmou que a adesão do público superou as expectativas da organização.

“Realmente foi acima da nossa expectativa. Ontem nós tivemos um público que encheu a casa e hoje dividimos os participantes entre palestras sobre frango de corte e postura, porque a avicultura não é apenas o frango que consumimos, é também o ovo e outras aves”, destacou.
Segundo ela, o simpósio foi pensado para oferecer conhecimento prático e aplicável ao dia a dia do produtor.
“Falamos muito sobre resultados, mas quantas vezes não alcançamos o objetivo porque não sabemos ler nem usar esses resultados a nosso favor? Trouxemos especialistas para abrir nossos olhos e olhar os dados de forma diferente. De que adianta um dado se ele não me gera uma ação?”, questionou.
De acordo com Kesley, o simpósio contou com 17 palestras voltadas à cadeia produtiva da avicultura, abrangendo desde sanidade até análise de desempenho e qualidade dos produtos.
“Quem esteve aqui está saindo com a sensação de querer o novo novamente. Mas será um evento bianual, organizado para os produtores, sejam eles grandes ou pequenos. Não é sobre tamanho, é sobre o que fazemos com paixão”, afirmou.
A presidente também explicou a divisão da programação do segundo dia, separando temas voltados ao frango de corte e à postura.
“Quem trabalha com frigorífico ficou no palco principal aprendendo sobre rendimento e análise de dados. Já o pessoal de postura participou de discussões sobre qualidade de gema, clara e casca, porque isso impacta diretamente na qualidade do ovo”, explicou.
Ela reforçou o peso econômico da atividade no estado.
“A Bahia é o nono maior produtor do Brasil e possui 12 frigoríficos registrados, além de inúmeros produtores. É um setor muito grande, com forte presença da agricultura familiar e também de grandes empresas”, pontuou.
Entre os palestrantes do segundo dia esteve a médica veterinária Joyci Torres de Paula, do laboratório Boehringer Ingelheim, que avaliou positivamente os debates técnicos realizados no simpósio.

“Esse evento traz informações inéditas e temas extremamente relevantes, como frigorífico, rendimento e lucratividade. Isso é o que realmente interessa ao produtor: como melhorar os resultados no campo”, afirmou.
Segundo a veterinária, temas ligados à imunologia, vacinação e biosseguridade ganharam destaque ao longo do dia.
“Muita gente pensa que tratar da ave é apenas manejo, mas existe toda uma questão de sanidade e biosseguridade. As vacinas têm papel essencial para garantir a saúde das aves e melhorar a produção”, explicou.
Ela também destacou a participação de especialistas renomados no setor.
“Tivemos palestrantes muito reconhecidos, discutindo imunologia veterinária, vacinação e formas mais eficientes de manejo”, completou.
O gerente comercial da Globoaves, Joair Machado, também avaliou positivamente o evento e destacou o avanço da avicultura baiana, além do fortalecimento do mercado de ovos no Brasil.
Segundo Joair, a participação no simpósio foi estratégica para aproximar a empresa dos produtores e fortalecer o relacionamento com clientes do estado.

“Para nós foi uma honra participar desse primeiro evento. A gente já esperava um belo simpósio, porque a avicultura baiana só cresce a cada ano. É um momento de reunir os clientes, trocar ideias, conversar e confraternizar”, afirmou.
A empresa atua na Bahia desde 2002 e, de acordo com o gerente, possui forte presença no mercado local.
“Hoje atendemos cerca de 90% dos clientes da Bahia, entregando pintinho branco, caipira e aves de postura. Estamos comercializando mais de um milhão de pintinhos por semana, tanto na venda quanto na prestação de serviços”, explicou.
Com matriz em Cascavel, no Paraná, a Globoaves possui atuação em todo o território nacional e mantém unidade em Feira de Santana, consolidando a cidade como um ponto estratégico para o setor avícola regional.
Com auditórios lotados e participação de representantes de diversas regiões da Bahia, a expectativa da organização é transformar o Aves Nordeste em um evento permanente no calendário da avicultura regional.
“O Aves Nordeste veio para ficar. Aves é avanço, é valor, é excelência, é sustentabilidade. Precisamos valorizar cada vez mais as marcas baianas que fortalecem a nossa economia”, concluiu Kesley Jordana.
*Com informações de Jorge Biancchi