Ela também criticou a interferência familiar na política e o impacto disso na imagem do país
A ex-deputada federal e pré-candidata Dayane Pimentel comentou sobre os impactos de sua postura crítica ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à sua família, reforçando que sua prioridade sempre foi a defesa de princípios e da ética na política.
“Não me arrependo de ter confrontado Bolsonaro. Custou minha eleição, custou minha relação com alguns aliados, mas, do contrário, eu perderia a minha dignidade. O que coloquei na balança foi a minha consciência. Não fiz cálculo político. Sou professora, nordestina, mãe de família, mulher conservadora e cristã. Não posso me deixar levar por alguém que não tem projeto de país, mas apenas um projeto de poder familiar”, declarou Dayane.
Ela criticou a atuação do ex-presidente e de seus filhos, especialmente em relação a casos de corrupção.
“Quando Bolsonaro foi citado em casos de peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, o Ministério Público e a Polícia Federal trouxeram tudo à tona. Ele transformou críticos em inimigos e aqueles que não o apoiavam, em traidores. Mas nós não estamos ali para servir a uma pessoa; estamos ali para servir à nação e fiscalizar, que é o papel de um deputado federal”.
Dayane ressaltou que o tempo tem mostrado que sua postura estava correta: “Os fatos estão mostrando cada vez mais que eu estava certa. Muitas pessoas vêm ao meu encontro hoje, pedem desculpas e dizem que enxergam de maneira diferente. Naquele momento, com toda a confusão, nem todos compreenderam, mas hoje as coisas estão sendo aceitas e estamos tentando consertar o estrago que Bolsonaro e sua família fizeram ao país”.
Sobre a reconstrução de pontes políticas, a pré-candidata afirmou que percebe mudanças positivas: “As pessoas estão se conscientizando e buscando essas pontes comigo. Confesso que me surpreendi. Achei que seriam poucos, mas os fatos estão aí. Se Deus quiser, vai dar tudo certo”.
Ela também criticou a interferência familiar na política e o impacto disso na imagem do país: “Mais do que em 2022, hoje as pessoas estão vendo o que Eduardo Bolsonaro está fazendo nos Estados Unidos. É prova de que os filhos só atrapalham, usando o poder do pai. Tudo isso evidencia que Bolsonaro hoje é o maior obstáculo da nossa direita democrática”.
Dayane concluiu reforçando seu compromisso com a fiscalização e a ética: “Quero continuar sendo a política que fiscaliza, cobra e critica. Se for para passar a mão na cabeça dos presidentes, vamos continuar tendo um Congresso defasado, que não faz nada pelo bem da população, mas apenas pelo interesse individual de cada político”.