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Neuroreabilitação: motivação é peça-chave no processo de recuperação de pacientes, destaca fisioterapeuta

Motivação do paciente, apoio familiar e atuação profissional integrada são determinantes para o sucesso da reabilitação, destaca especialista

Redação:
domingo, 03 de maio de 2026 às 11:53
Imagem de Neuroreabilitação: motivação é peça-chave no processo de recuperação de pacientes, destaca fisioterapeuta

O tema da motivação no processo de reabilitação foi destaque em entrevista com o fisioterapeuta Vinícius Oliveira, da Reabserv, durante o programa Cidade em Pauta, na Nordeste FM. A conversa abordou como o engajamento do paciente, da família e dos profissionais de saúde influencia diretamente nos resultados do tratamento.

Vinícius ressaltou a importância do tema e sua aplicação não apenas na área da saúde, mas na rotina de qualquer pessoa.

“Hoje eu quis trazer um tema justamente de motivação. Especifiquei na reabilitação, mas a motivação em qualquer atividade é essencial”, afirmou.

Ao relacionar o assunto com o cotidiano, o profissional destacou que ter um propósito é fundamental para manter a disciplina e o foco.

Vinícius explicou que, no contexto da neuroreabilitação, a motivação é ainda mais determinante, especialmente em casos de pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumas cranianos ou lesões medulares.

“O paciente precisa ter uma meta, precisa ter uma motivação. E não é só dele, a família também precisa estar motivada, porque isso reflete diretamente na reabilitação”, pontuou.

O fisioterapeuta também compartilhou experiências da rotina profissional, destacando que os resultados positivos são grandes fontes de motivação. Ele citou o caso de um paciente que sofreu uma lesão medular grave e, após meses de acompanhamento, conseguiu retomar suas atividades.

“Eu acompanhei esse paciente desde a fase crítica, na UTI, sem movimentos. Hoje, oito meses depois, ele está em plena atividade laboral. Isso me dá ânimo e mostra que estou no caminho certo”, relatou.

Segundo ele, participar da recuperação de pacientes em situações delicadas reforça o sentido de missão na profissão.

“É como se fosse uma missão mesmo, um dom de participar da reabilitação das pessoas e ver o desenvolvimento delas”, disse.

Além dos avanços clínicos, Vinícius destacou o papel do acolhimento às famílias, que muitas vezes enfrentam incertezas durante o processo.

“Eu tive uma reunião com familiares de um paciente e pude explicar como seria a reabilitação ao longo dos meses. Esse acompanhamento também motiva e dá segurança”, explicou.

Desafios externos também fazem parte da jornada de recuperação. O fisioterapeuta chamou atenção para questões como acessibilidade e adaptação social.

“Muitas vezes o desafio do paciente está na comunidade, como ruas sem acessibilidade. Isso pode desmotivar, e o nosso papel é entender o que realmente motiva cada pessoa”, afirmou.

Ele destacou ainda que cada paciente possui objetivos diferentes, o que exige um tratamento individualizado.

“Tem paciente que quer voltar a correr, outros querem apenas conseguir se alimentar sozinhos ou pegar um neto no colo. A gente precisa entender essas motivações”, disse.

Outro ponto abordado foi a relação entre motivação e resultados clínicos.

“Os pacientes mais motivados tendem a ter melhores desfechos funcionais. Claro que não é o único fator, mas faz muita diferença no processo”, explicou.

Vinícius também lembrou que, em alguns casos, fatores neurológicos podem afetar diretamente a motivação do paciente, exigindo atuação conjunta com outros profissionais da saúde.

“A gente precisa trabalhar com psicólogos e psiquiatras, porque às vezes a desmotivação não é escolha, é consequência da lesão”, destacou.

Para ele, o envolvimento da família pode ser decisivo. O fisioterapeuta relembrou o caso de uma paciente com grave traumatismo craniano cuja evolução foi impulsionada pela dedicação da mãe.

“A mãe estava ali todos os dias, motivada, seguindo orientações. Isso gera uma retroalimentação que motiva toda a equipe também”, contou.

Vinícius reforçou que a motivação é um elemento central não apenas na reabilitação, mas na qualidade de vida como um todo.

“Levar conhecimento à população e ajudar as pessoas a melhorar sua qualidade de vida é o que me faz acordar todos os dias e acreditar que estou no caminho certo”, concluiu.

O especialista também convidou os ouvintes a acompanharem o trabalho da clínica Reabserv nas redes sociais e destacou que dúvidas podem ser enviadas diretamente pelos canais digitais.

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