24/07/2026
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Nova tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor e amplia tensão comercial

Taxa adicional de 25% começa a ser aplicada nesta quarta-feira (22), enquanto Brasil avalia medidas de resposta e negociações seguem sem consenso.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quarta-feira, 22 de julho de 2026 às 07:48
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O governo dos Estados Unidos iniciou, nesta quarta-feira (22), a cobrança de uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos exportados pelo Brasil. A medida foi oficializada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e marca um novo capítulo nas disputas comerciais entre os dois países.

A decisão é resultado de uma investigação conduzida pelo órgão norte-americano após o anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, em julho de 2025. Em junho deste ano, o USTR já havia indicado a aplicação da alíquota de 25%, fundamentando a medida na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, instrumento utilizado para apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses do país.

Durante o processo, entidades da sociedade civil participaram de audiências públicas e defenderam a suspensão da cobrança. Apesar das manifestações, o governo norte-americano manteve o entendimento de que políticas adotadas pelo Brasil em setores como comércio digital, concessão de benefícios tarifários, combate à corrupção, proteção de patentes, enfrentamento à pirataria, produção de etanol e ações contra o desmatamento ilegal comprometem a segurança jurídica e afetam a competitividade das empresas dos Estados Unidos.

As tentativas de negociação entre os governos também não avançaram. Autoridades americanas apontaram baixa participação brasileira nas discussões, enquanto representantes do Brasil consideraram as exigências apresentadas por Washington incompatíveis com os interesses da indústria e do agronegócio nacionais. Em alguns momentos, as conversas chegaram a ser interrompidas por divergências sobre os objetivos das negociações.

Em resposta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão como um retrocesso nas relações comerciais entre os dois países e informou que estuda utilizar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica para adotar eventuais medidas de retaliação.

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