Durante convenção nacional em Brasília, candidato apresentou propostas para segurança pública, defendeu enquadramento de facções como terroristas e anunciou plano para construir presídio em área remota da Amazônia.
O Partido Novo confirmou, nesta segunda-feira (27), a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República nas eleições de 2026. A oficialização ocorreu durante a convenção nacional da legenda, realizada em Brasília, onde o ex-governador de Minas Gerais apresentou as principais diretrizes de sua campanha, com foco no fortalecimento da segurança pública.
Entre as propostas anunciadas, Zema afirmou que pretende alterar a forma como o Estado brasileiro trata as organizações criminosas. Segundo ele, as facções passariam a ser classificadas como grupos terroristas, seguindo, de acordo com o candidato, uma estratégia semelhante à adotada pelos Estados Unidos.
Outra medida defendida pelo presidenciável é a construção de uma unidade prisional de segurança máxima em uma região isolada da Amazônia. O objetivo, conforme explicou, seria concentrar no local os principais líderes de facções criminosas, mantendo-os presos por longos períodos e dificultando a atuação das organizações a partir do sistema penitenciário.
Durante o discurso, Romeu Zema também relacionou a proposta ao debate sobre soberania nacional. Para ele, o Brasil deveria ter adotado há mais tempo uma postura mais rígida no enfrentamento ao crime organizado, em vez de reagir às decisões tomadas por outros países.
Além da confirmação do nome de Zema para disputar a Presidência da República, a convenção do Novo encerrou sem a definição do candidato que ocupará a vaga de vice-presidente na chapa, escolha que ficará para um momento posterior.