09/06/2026
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Nunes Marques barra divulgação de pesquisa presidencial por suspeita de indução

Decisão liminar do ministro Kassio Nunes Marques atende pedido do PL e aponta possíveis falhas metodológicas que podem ter influenciado respostas dos entrevistados.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
segunda-feira, 08 de junho de 2026 às 16:30
Imagem de Nunes Marques barra divulgação de pesquisa presidencial por suspeita de indução

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão imediata da divulgação de uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel registrada para medir a intenção de voto na disputa presidencial de 2026. A decisão foi tomada em caráter liminar após representação apresentada pelo Partido Liberal (PL).

Segundo o magistrado, existem indícios de que a metodologia adotada no levantamento possa ter comprometido a neutralidade dos resultados. Entre os pontos questionados estão a ordem das perguntas, o uso de conteúdos com conotação negativa e a inclusão de um áudio relacionado a uma investigação policial durante a aplicação do questionário.

O PL argumentou que a estrutura da pesquisa teria induzido os entrevistados a formar uma avaliação desfavorável do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), especialmente após questionamentos ligados ao chamado “escândalo Master” e às cobranças feitas ao empresário Daniel Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao analisar o pedido, Nunes Marques afirmou que a permanência da pesquisa em circulação poderia produzir efeitos de difícil reversão no ambiente eleitoral, caso fossem confirmadas irregularidades na metodologia empregada. O ministro também destacou que o modelo utilizado diverge do padrão adotado pela própria AtlasIntel em pesquisas anteriores registradas na Justiça Eleitoral.

Com a decisão, a empresa fica proibida de divulgar, republicar, impulsionar ou manter o levantamento em circulação até nova deliberação do TSE. A AtlasIntel foi intimada a apresentar, no prazo de dois dias, documentação técnica complementar para esclarecer os questionamentos levantados pelo PL.

Após a manifestação da empresa, o Ministério Público Eleitoral deverá emitir parecer sobre o caso. Em seguida, o processo será encaminhado para análise definitiva do colegiado do Tribunal Superior Eleitoral, que decidirá sobre a validade da pesquisa e a manutenção ou não da suspensão.

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