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OAB da Bahia recorre à Justiça para alterar regime de custódia de advogados presos

Entidade sustenta que os profissionais detidos na Operação Sintonia de Gravata estão recolhidos em locais incompatíveis com as garantias previstas no Estatuto da Advocacia.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
sexta-feira, 10 de julho de 2026 às 11:40
Imagem de OAB da Bahia recorre à Justiça para alterar regime de custódia de advogados presos
Foto: OAB-BA

A Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia protocolou um habeas corpus coletivo, com pedido de decisão urgente, em favor dos dez advogados presos preventivamente durante a Operação Sintonia de Gravata. A seccional argumenta que os custodiados estão em unidades prisionais comuns, apesar de a legislação assegurar, antes do trânsito em julgado da condenação, recolhimento em sala de Estado-Maior ou, na impossibilidade, prisão domiciliar.

Segundo a entidade, inspeções realizadas por sua Comissão de Direitos e Prerrogativas identificaram condições inadequadas nos locais de custódia, incluindo infiltrações, ausência de colchões, instalações elétricas precárias, chuveiros sem funcionamento e a presença de insetos e roedores. No Conjunto Penal Feminino, o relatório também registra restrições no abastecimento de água e problemas sanitários que comprometeriam a higiene das detentas.

Com base no Estatuto da Advocacia e em entendimentos do Supremo Tribunal Federal, a OAB-BA sustenta que os espaços destinados aos profissionais não se equiparam a salas de Estado-Maior nem oferecem condições dignas de permanência. Por isso, requer a imediata transferência dos presos para instalações adequadas ou, caso o Estado não disponha dessa estrutura, a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

A presidente da seccional, Daniela Borges, afirmou que a Ordem acompanha o caso desde o cumprimento dos mandados e que a atuação da instituição busca assegurar o respeito às prerrogativas da advocacia e aos direitos fundamentais dos custodiados.

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