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Obesidade e câncer de mama: ginecologista alerta sobre a relação e reforça importância da prevenção diária

A perda de peso adequada pode reduzir o risco de câncer e melhorar o tratamento em pacientes que já enfrentam a doença.

Por Rafa
sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Durante entrevista ao programa Cidade em Pauta, a ginecologista Dra. Juliana Lopes destacou a estreita relação entre a obesidade e o câncer de mama, chamando atenção para a importância da prevenção e dos cuidados diários com a saúde da mulher.

“É uma honra poder falar sobre um tema tão importante, especialmente neste mês dedicado à conscientização do câncer de mama. A obesidade é uma doença crônica que traz consequências em todas as fases da vida da mulher e tem uma relação muito íntima com o câncer de mama”, afirmou a médica.

Segundo Dra. Juliana, o tecido adiposo, responsável pelo acúmulo de gordura no corpo, produz substâncias inflamatórias e hormônios que podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença, especialmente após a menopausa.

“Com a menopausa, a mulher deixa de produzir estrogênio pelos ovários, e o tecido gorduroso passa a produzir esse hormônio de forma diferente, estimulando o desenvolvimento do câncer de mama. Por isso, quanto maior a quantidade de gordura corporal, maior também o risco”, explicou.

A ginecologista ressaltou ainda que o risco é contínuo, independentemente da idade.

“A obesidade é uma doença crônica que nos acompanha durante toda a vida. A prevenção e o tratamento devem começar cedo e continuar ao longo dos anos, com atenção redobrada após os 40, fase em que se recomenda a realização anual da mamografia”, orientou.

Durante a entrevista, Dra. Juliana também enfatizou o papel do estilo de vida saudável na prevenção do câncer.

“A prevenção está nas nossas atitudes diárias. O que escolhemos comer, como lidamos com o estresse, o quanto dormimos e se praticamos atividade física. Tudo isso influencia no equilíbrio do nosso corpo”, destacou.

Ela alertou sobre o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, açúcar e álcool, e lembrou que pequenas mudanças podem fazer grande diferença.

“Não é sobre ser radical, mas sobre ter consciência. Podemos comer um doce, participar de um aniversário, mas isso não pode ser rotina. O corpo precisa de equilíbrio”, disse.

A ginecologista comentou também sobre o uso crescente de medicações para emagrecimento, como as conhecidas “canetas emagrecedoras”, e reforçou que o tratamento deve sempre ser acompanhado por um profissional.

“Essas medicações não são solução milagrosa. Elas podem ser aliadas, mas precisam estar associadas a um estilo de vida saudável. Sem isso, o efeito é temporário e pode trazer riscos à saúde”, alertou.

Ela destacou que a perda de peso adequada pode reduzir o risco de câncer e melhorar o tratamento em pacientes que já enfrentam a doença.

“A obesidade causa inflamação crônica e interfere até na resposta ao tratamento do câncer de mama. Por isso, tratar a obesidade é também uma forma de prevenir e combater o câncer”, explicou.

Dra. Juliana deixou uma mensagem de incentivo às mulheres que lutam contra o excesso de peso ou enfrentam o câncer de mama.

“Tratar a obesidade vai muito além da estética. É sobre saúde física, mental e emocional. A mulher precisa se sentir bem com o próprio corpo, poder escolher sua roupa, correr com o filho, viver plenamente. Isso é autoestima, é qualidade de vida”, declarou.

Ela destacou o trabalho desenvolvido na clínica Vitalis, onde atua com atendimento voltado à ginecologia integrativa e acompanhamento personalizado de emagrecimento.

“Nós trabalhamos para transformar vidas, não apenas para prescrever medicamentos. É gratificante quando uma paciente volta dizendo que está se reconhecendo no espelho, que está feliz, que retomou sua vida. Esse é o verdadeiro propósito da medicina”, concluiu.

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