09/07/2026
--
De Olho na Cidade
InícioPolícia
2 min de leitura

Operação da Polícia Civil prende suspeito em Feira de Santana por extorsão contra provedores de internet

Investigação aponta que organização criminosa exigia pagamentos de empresas do setor e utilizava ameaças e danos à rede de fibra óptica para manter o esquema, que também teve desdobramentos em Simões Filho.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quinta-feira, 09 de julho de 2026 às 07:41
Imagem de Operação da Polícia Civil prende suspeito em Feira de Santana por extorsão contra provedores de internet
Imagem Ilustrativa: Divulgação / Ascom-PCBA

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Reconectando e desarticulou uma organização criminosa investigada por extorsão e lavagem de dinheiro praticadas contra empresas provedoras de internet. A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nos municípios de Simões Filho e Feira de Santana.

As investigações apontam que o grupo criminoso coagia proprietários e funcionários de provedores de internet e exigia o pagamento de valores periódicos para permitir o funcionamento dos serviços. Como forma de intimidação, os investigados promoviam o corte de cabos de fibra óptica, interrompiam os serviços de telecomunicação e impediam a atuação de equipes técnicas de manutenção. As ordens eram repassadas pelas lideranças por meio de videoconferências.

Em Feira de Santana, foi preso um homem, de 33 anos, apontado como gerente das atividades ilícitas no município e responsável por utilizar um estabelecimento comercial para ocultar os valores obtidos com as extorsões. O investigado possui antecedente por tráfico de drogas.

Já em Simões Filho, foi preso um homem, de 26 anos, responsável pela arrecadação dos valores extorquidos e pelo repasse do dinheiro aos demais integrantes da organização. Um terceiro investigado, apontado como líder do grupo e responsável por coordenar as ações criminosas remotamente, permanece foragido.

Segundo as investigações, a organização movimentava mais de R$ 100 mil por mês com as extorsões. Em um dos casos apurados, uma empresa foi obrigada a pagar R$ 18 mil em apenas um mês para manter suas atividades.

A investigação foi iniciada em setembro de 2025 e prossegue para identificar outros envolvidos, dimensionar o prejuízo causado às vítimas e rastrear a movimentação financeira do grupo. Também foram solicitadas as quebras dos sigilos bancário, telefônico e de dados dos investigados.

A operação foi realizada pela Polícia Civil, por meio da 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho (22ª DT/Simões Filho), com apoio do Núcleo de Inteligência do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).

Compartilhar:

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nosso Termos de Uso.