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Outubro Rosa: psicóloga destaca importância do apoio psicológico e familiar no tratamento do câncer de mama

O adoecimento não atinge apenas o corpo, mas também a mente, exigindo um olhar integral sobre o paciente.

Por Rafa
quarta-feira, 08 de outubro de 2025

Durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama, a psicóloga Julinda Cardoso participou do programa De Olho na Cidade, da Rádio Sociedade News, e falou sobre os impactos emocionais enfrentados por pacientes diagnosticados com a doença. Segundo ela, o adoecimento não atinge apenas o corpo, mas também a mente, exigindo um olhar integral sobre o paciente.

“Pensar num diagnóstico de uma doença crônica traz várias questões emocionais, como insegurança, medo, ambivalência entre raiva e negação, além da própria incerteza sobre o futuro”, explicou Julinda. “É um medo de perder a autonomia e de não poder contar com uma rede de apoio.”

A psicóloga destacou que o tratamento do câncer de mama é um processo que altera completamente a rotina e o estilo de vida do paciente. Por isso, o suporte psicológico deve fazer parte do cuidado multidisciplinar.

“As pessoas pensam muito no olhar clínico, mas esquecem que o impacto psicológico é enorme. Essas pessoas estão ansiosas, deprimidas, inseguras e precisam ser direcionadas. O cuidado precisa ser pleno, com acompanhamento psicológico, porque há mudanças físicas, emocionais e sociais”, disse.

Julinda também ressaltou o papel essencial da família e dos amigos no processo de recuperação.

“A família é a rede de apoio que sustenta. É fundamental estar presente, oferecer carinho e escuta. Muitas vezes, a pessoa doente não pode mais cuidar de ninguém e precisa ser cuidada. Esse olhar de afeto, de entrega e de amor é essencial para melhorar o prognóstico”, afirmou.

De acordo com a psicóloga, além do tratamento médico, é fundamental fortalecer a fé e a espiritualidade como ferramentas de enfrentamento.

“O ser humano é um ser biopsicossocial e espiritual. É importante entender o paciente como um todo. A espiritualidade ajuda a lidar com o medo e a manter a esperança viva”, destacou Julinda.

Ao falar sobre a perda de identidade que muitos pacientes enfrentam após o diagnóstico e durante o tratamento, ela reforçou a importância da resiliência emocional.

“É preciso entender que você não é o câncer. Você é uma pessoa completa, com sonhos e identidade. Essa conexão com si mesmo impede que o paciente se reduza ao diagnóstico e se paralise pelo medo”, completou.

Julinda lembrou que cada pessoa reage de forma diferente ao adoecimento e que o manejo das emoções influencia diretamente na resposta ao tratamento.

“Tem pessoas que enfrentam com mais força por conta da fé ou do apoio familiar, mas outras são mais frágeis emocionalmente. O importante é abrir espaço para o cuidado psicológico, falar sobre o medo e sobre as inseguranças. Quando a mente adoece, o corpo também sente”, alertou.

A psicóloga deixou uma mensagem de esperança:

“O câncer não é mais uma sentença de morte. É um desafio que precisa ser enfrentado com fé, amor e apoio. Terapia é investimento em qualidade de vida. Cuidar das emoções é parte essencial da cura.”

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