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Padre brasileiro relata bastidores do Jubileu em Roma durante luto pela morte de Francisco

Dentre as alterações mais significativas, padre Reinaldo destaca o cancelamento de alguns shows voltados à juventude, além do encurtamento de eventos

Por Rafa
quarta-feira, 30 de abril de 2025
Imagem de Padre brasileiro relata bastidores do Jubileu em Roma durante luto pela morte de Francisco

Em meio ao Ano Jubilar, a capital italiana foi surpreendida com a morte do Papa Francisco. A notícia abalou fiéis e organizadores do evento que reúne milhões de peregrinos ao longo do ano. O padre brasileiro Reinaldo Campelo, um dos responsáveis pela comissão organizadora do Jubileu, falou sobre os ajustes necessários e o clima de fé e esperança que permanece entre todos os envolvidos.

“Pra nós é um desafio desde sempre, mas vai ganhando novos capítulos na medida que as coisas vão se desenvolvendo”, afirma o sacerdote. Segundo ele, a equipe organizadora tem trabalhado para adaptar a programação diante da ausência inesperada do Santo Padre. “Claro, num grande evento, pequenas coisas podem acontecer, agora falta de um Papa, a gente não esperava verdadeiramente. Mas olhamos com muita esperança, como o Papa mesmo nos ensinava.”

Dentre as alterações mais significativas, padre Reinaldo destaca o cancelamento de alguns shows voltados à juventude, além do encurtamento de eventos como o Jubileu dos Empreendedores e dos Trabalhadores. “Estamos vivendo um dia de cada vez, sabendo que é Deus quem conduz as coisas.”

Apesar do momento de luto, a expectativa é que um novo Papa seja escolhido em breve, o que traria novo fôlego aos eventos.

“Esperamos que já na próxima semana, no máximo quinze dias, tenhamos um novo Santo Padre conosco e aí sim ele já vai poder conduzir as celebrações jubilares”, declarou Campelo.

O Jubileu da Juventude é considerado o ponto alto do Ano Santo. “Sem sombra de dúvidas, o Jubileu da Juventude é esperado como o maior deles. Mas cada jubileu específico tem a sua particularidade”, explica o padre, citando como exemplo o Jubileu das Pessoas com Deficiência, realizado recentemente e que, segundo ele, foi “belíssimo”.

Questionado sobre o impacto pessoal da perda do Papa Francisco, padre Reinaldo descreve a experiência como uma mistura de dor e honra.

“Eu não esperava vir ajudar na preparação do Ano Santo, e o Ano Santo se transforma então ainda mais histórico com a falta do Papa Francisco. Para nós, é uma perda que não podemos medir. Mas, de forma muito especial como sacerdote, é uma graça poder acompanhar de perto esse momento.”

Ele relembra com emoção um dos últimos encontros com o pontífice. “No Domingo de Páscoa, estive ali na praça, recebi a bênção, a indulgência. Antes de voltar ao Vaticano, acenei a ele, ele acenou de volta… São memórias que certamente farão parte da minha história.”

Sobre quem deve ser o novo Papa, padre Reinaldo demonstra serenidade: “Sucessor de Pedro é sempre sucessor de Pedro. Queira Deus que seja como o Papa Francisco, que foi um grande Papa. Mas se olharmos para trás, quantos papas grandes nós tivemos! Deus sabe o que é melhor para nós. Sendo argentino, italiano ou brasileiro, vamos amar da mesma forma.”

*Com informações de Jorge Biancchi, direto de Roma

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