Especialista orienta sobre primeiros socorros e cuidados com o sol durante o verão.
Com a chegada das férias de verão, cresce também a preocupação dos pais com a segurança das crianças em momentos de lazer. Parquinhos, praias, piscinas e até o ambiente doméstico exigem atenção constante para evitar acidentes. O pediatra Dr. Igo Araújo reforça que a supervisão de adultos e a prevenção são fundamentais para garantir um período de descanso seguro e saudável.
Segundo o especialista, os parquinhos merecem atenção especial, principalmente por conta de quedas e traumas.
“A criança pode bater a cabeça, cair de alguma altura, se pendurar nos brinquedos ou sofrer escoriações, como ralar joelho e cotovelo”, explicou. Ele orienta que os pais observem sempre as condições de conservação dos equipamentos. “É importante avaliar se o balanço, a gangorra e outros brinquedos estão bem fixados. Materiais de ferro ou alumínio podem estar oxidados e causar cortes”, alertou.
Dr. Igo destaca que crianças menores precisam de supervisão ainda mais próxima.
“Os menores devem estar sempre acompanhados, mas isso não significa que os maiores possam ficar totalmente soltos. É essencial que haja sempre um adulto por perto para observar e prestar o primeiro atendimento, se necessário”, pontuou. Ele também chama atenção para a vacinação antitetânica, que deve estar em dia, especialmente em casos de cortes e ferimentos.

Quando o assunto é praia e piscina, o pediatra ressalta que o maior risco é o afogamento.
“A supervisão deve ser constante e muito próxima. Mesmo com o uso de boias, não é seguro deixar a criança sem observação”, afirmou. Além disso, escorregões podem provocar quedas e pancadas na cabeça, exigindo atenção para sinais de alerta. “Desmaios, vômitos ou crises convulsivas após uma queda são sinais de gravidade e exigem atendimento médico imediato”, explicou.
Outro ponto destacado é o uso do protetor solar e a hidratação. “O sol está muito forte nessa época do ano. O risco de insolação e câncer de pele aumenta, então é fundamental caprichar no protetor solar e manter as crianças bem hidratadas”, orientou.
Dentro de casa, os cuidados também devem ser redobrados, principalmente com crianças menores de três anos, que ainda não têm noção dos riscos.
“A curiosidade é grande e os acidentes mais graves costumam acontecer nessa fase”, disse. O pediatra alerta para o risco de queimaduras, recomendando evitar líquidos quentes próximos às crianças e jamais segurá-las no colo enquanto consome café, chás ou sopas. “Elas puxam toalhas de mesa, cabos de panela e acabam se machucando. O cabo da panela deve estar sempre virado para dentro do fogão, fora do alcance”, orientou.
Em caso de quedas ou pancadas na cabeça, Dr. Igo esclarece que nem sempre dormir é um problema.
“Se a criança ficar com sono, pode dormir. O que preocupa são sintomas como vômitos, desmaios ou convulsões”, explicou. Ele recomenda procurar uma emergência em quedas de maior altura, acima de um metro. Já em casos de queimadura, o primeiro socorro correto é claro: “Nada de café, açúcar ou pasta de dente. O indicado é água corrente, fria, para diminuir a temperatura da pele. Depois, pode ser utilizado óleo de girassol, que auxilia na cicatrização”.
Para crianças maiores, o diálogo é uma ferramenta essencial de prevenção. “Elas já conseguem entender melhor os riscos. É importante conversar, explicar o perigo das quedas, queimaduras e do mar”, destacou. O pediatra também recomenda ensinar informações básicas. “Nome completo dos pais, endereço de casa e um telefone de contato ajudam muito. Ensinar a criança a procurar ajuda de pessoas responsáveis, como policiais, bombeiros ou salva-vidas, é fundamental”, afirmou.
O médico reforça que saber nadar não elimina os riscos. “Não é porque a criança sabe nadar que pode ir ao mar ou à piscina sozinha. Ela precisa estar sempre sob os olhos de um adulto”, concluiu.
*Com informações do repórter JP Miranda