Roberto Ruano revive emoção do Brasil 4 a 1 sobre a Itália e fala sobre impacto histórico da Seleção no futebol mexicano
Em meio à cobertura jornalística internacional na Cidade do México, Jorge Biancchi encontrou uma lembrança viva da histórica final de 1970. No Estádio Azteca, o mexicano Roberto Ruano, que atua como chefe de palco e arquibancada e secretário-geral da Associação Mexicana de Titulares de Palcos e Plateias (AMTPP), relembrou com emoção a decisão entre Brasil e Itália.
“Maior Brasil da história: Carlos Alberto, Jairzinho, Gerson, Rivelino, Pelé, a melhor seleção da história”, afirmou.

Roberto contou que assistiu ao jogo ainda criança e guarda memórias marcantes da partida.
“Eu tinha sete anos, lembro do gol, Pelé para a bola, volta e dá o passe para Carlos Alberto. Era Albertosi, goleiro da Itália”, recordou.
O dirigente também destacou o impacto da final para o público mexicano e a dimensão histórica da conquista brasileira.
Ele ressaltou ainda a diferença entre as Copas realizadas no México ao longo das décadas.
“1970 foi um Mundial completo aqui. Em 1986 também foi muito marcante. Agora em 2026 é diferente, porque a Copa está dividida entre países”, explicou.

Ao falar sobre a relação entre os dois países, Roberto destacou a forte presença de jogadores brasileiros no futebol mexicano e a influência técnica da Seleção.
“O México amava o Brasil. O Brasil se tornou o time favorito dos mexicanos”, afirmou.
Ele lembrou ainda nomes de atletas brasileiros que atuaram no país e contribuíram para o desenvolvimento do futebol local.
“Grandes jogadores brasileiros vieram para o México, muitos jogadores brasileiros ajudaram a melhorar o nosso futebol”, disse.

Roberto Ruano fez questão de reforçar a relação de amizade entre os dois países.
“Um abraço do México para a Bahia, com muito carinho. Arriba México e arriba Brasil”, declarou.
A conversa também trouxe o peso histórico do Estádio Azteca, palco da final de 1970 vencida pelo Brasil por 4 a 1 sobre a Itália, em uma das seleções mais icônicas da história do futebol mundial.
Além da memória esportiva, Roberto Ruano ganhou projeção internacional por sua atuação em disputas envolvendo direitos de camarotes no estádio às vésperas da Copa de 2026, em meio à reorganização de acesso e bilhetagem para o torneio.