09/06/2026
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PF e CGU combatem desvio de recursos públicos de merenda escolar em Ilhéus

Operação Merenda Digna cumpre 14 mandados de busca e apreensão nas cidades baianas de Ilhéus, de Itagimirim, de Camaçari e de Lauro de Freitas

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quinta-feira, 21 de maio de 2026 às 08:02
fachada de um casarão antigo e histórico, de arquitetura colonial/eclética nas cores rosa e branco, com estátuas no topo.  Na frente do prédio, estacionadas na rua, estão duas caminhonetes de órgãos públicos federais do Brasil: uma branca à esquerda (com adesivo da CGU - Controladoria-Geral da União) e uma preta à direita (da Polícia Federal)
Foto: Divulgação PF

A Polícia Federal, com apoio da Controladoria Geral da União (CGU), deflagrou, nesta quinta-feira (21/5), a Operação Merenda Digna, que investiga possíveis irregularidades no uso de recursos destinados à alimentação de estudantes nas escolas públicas de Ilhéus. 

Estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, em endereços de servidores públicos e de empresários, bem como nas sedes das empresas investigadas, nas cidades baianas de Ilhéus, de Itagimirim, de Camaçari e de Lauro de Freitas 

A operação decorre de investigações iniciadas em 2025, para apurar supostas irregularidades na contratação emergencial de fornecimento de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar, no montante aproximado de R$ 15,5 milhões.  

As apurações apontam suspeitas de direcionamento da contratação, de conluio entre as empresas participantes, além de sobrepreço estimado em mais de R$ 1,7 milhão.  

Diversos itens de merenda escolar foram contratados pelo município por valores superiores aos praticados no varejo, embora, em razão da aquisição em grande escala, os preços contratados deveriam ser inferiores aos usualmente comercializados. 

A decisão que autorizou o cumprimento dos mandados de busca foi deferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus, após representação da Polícia Federal e após parecer favorável do Ministério Público Estadual. 

Os investigados poderão responder pelos crimes de contratação direta ilegal, de frustração do caráter competitivo do processo licitatório, de associação criminosa e de corrupção passiva e ativa.

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