18/08/2026
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PF mira grupo suspeito de controlar cadeia de produção e distribuição de maconha no Nordeste

Operação Colheita Proibida cumpre mandados em três estados e determina bloqueio de até R$ 50 milhões de investigados

Victória SilvaRedação: Victória Silva
terça-feira, 18 de agosto de 2026 às 11:53
Imagem de PF mira grupo suspeito de controlar cadeia de produção e distribuição de maconha no Nordeste
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (18), a Operação Colheita Proibida para atingir uma organização criminosa investigada por manter uma estrutura voltada à produção e ao comércio ilegal de maconha. A ação ocorre na Bahia, em Pernambuco e em Alagoas e busca alcançar não apenas os responsáveis pelo cultivo, mas também integrantes envolvidos no processamento, transporte e distribuição da droga.

Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão. As medidas judiciais também incluem o sequestro de cinco imóveis e o bloqueio de valores que podem chegar a R$ 50 milhões. As restrições patrimoniais atingem 36 pessoas físicas e jurídicas que estão no radar da investigação.

Investigação chegou a plantações em dois estados

O trabalho da PF identificou áreas utilizadas para o cultivo de maconha em diferentes pontos do Nordeste. Uma das plantações foi descoberta em fevereiro deste ano, no município de Caraúbas, na Paraíba. Outra foi localizada em maio, em Águas Belas, no interior de Pernambuco. Os dois cultivos foram posteriormente destruídos pelas forças de segurança.

Segundo os investigadores, as evidências reunidas apontam para uma organização com ramificações além dos estados onde os mandados são cumpridos. A estrutura investigada também teria conexões com outros estados nordestinos e com Minas Gerais.

A apuração indica ainda que o grupo não estaria limitado à produção da droga. A suspeita é de que os integrantes participassem de diversas fases do esquema, formando uma cadeia que começava no plantio e avançava para o preparo, transporte e comercialização em diferentes estados.

Patrimônio também é alvo da operação

Além de interromper as atividades atribuídas ao grupo, a Polícia Federal pretende identificar e retirar de circulação recursos financeiros supostamente obtidos com o tráfico. Por isso, a operação inclui medidas para atingir imóveis e valores vinculados aos investigados.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por organização criminosa, financiamento do cultivo ilegal de maconha, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

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