Diretor regional Yves Correia destacou ações de inteligência, operações qualificadas e combate financeiro ao crime organizado
O diretor regional leste da Polícia Civil da Bahia, Yves Correia, afirmou que a redução dos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) em Feira de Santana é resultado direto da integração entre as forças de segurança e do fortalecimento das ações de inteligência policial.
Segundo Dr. Yves, os números registrados em abril representam um marco histórico para o município.
“Foi uma redução expressiva, um recorde. Há 22 anos a gente não tinha uma redução dessa no mês de abril”, destacou.
O delegado ressaltou que os resultados vêm sendo construídos desde o ano passado, quando as forças de segurança passaram a intensificar operações integradas e investigações qualificadas.
“Isso é fruto de uma irmandade entre Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal, PRF e Guardas Municipais, todos atuando em conjunto para trazer mais segurança para a sociedade”, afirmou.
Apesar da redução nos índices, Dr. Yves reconheceu que os desafios seguem presentes devido ao tamanho e à complexidade de Feira de Santana.
“Feira é uma grande metrópole, maior do que diversas capitais, e possui atuação de vários grupos criminosos tentando se inserir territorialmente”, declarou.
O diretor regional explicou que o foco atual das investigações tem sido atingir financeiramente as organizações criminosas.
“A Polícia Civil tem feito um trabalho de investigação qualificada, buscando inclusive asfixiar financeiramente essas organizações através do combate à lavagem de dinheiro”, disse.
Segundo ele, o trabalho operacional ocorre de forma contínua em Feira e em municípios da região leste da Bahia.
“É um ciclo operacional constante, semanal. Estamos chegando agora de outra operação onde cumprimos mandados de busca e apreensão”, relatou.
Dr. Yves também afirmou que a maioria dos crimes violentos registrados possui relação direta ou indireta com o tráfico de drogas.
“Noventa por cento desses crimes têm ligação com o tráfico. E o tráfico também influencia crimes patrimoniais, porque muitos usuários acabam roubando ou furtando para sustentar o vício”, explicou.
O delegado destacou ainda a importância das ações de inteligência no planejamento das operações policiais.
“A inteligência vem em primeiro lugar porque permite operações mais cirúrgicas, com identificação correta da autoria e da materialidade dos crimes”, afirmou.
Outro ponto ressaltado pelo diretor regional foi a implantação do posto da Polícia Civil no Hospital Geral Clériston Andrade, que passou a facilitar o registro de tentativas de homicídio.
“As vítimas antes não procuravam a delegacia e muitas vezes buscavam retaliar por conta própria, gerando um ciclo de violência. Quando passamos a atuar nessas tentativas de homicídio, conseguimos reduzir também esse efeito”, explicou.
Dr. Yves também relacionou os resultados positivos ao fortalecimento da integração entre as corporações e aos investimentos recentes em estrutura policial, como a inauguração da Vila Policial Militar do Portal do Sertão.
“Quando unimos inteligência, prevenção e repressão, conseguimos trabalhar melhor a cidade e atacar efetivamente a autoria dos crimes”, concluiu.
*Com informações da repórter Isabel Bomfim