10/08/2026
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3 min de leitura

Polícia Civil investiga planos de ataques a prédios públicos durante eleições de 2026

Operação prendeu oito suspeitos em cinco estados; investigadores encontraram mapas, plantas de edifícios e conteúdos sobre explosivos em grupos de mensagens

Victória SilvaRedação: Victória Silva
segunda-feira, 10 de agosto de 2026 às 11:05
Imagem de Polícia Civil investiga planos de ataques a prédios públicos durante eleições de 2026

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal identificou conversas de um grupo suspeito de preparar ações violentas em Brasília durante o período das eleições de 2026. Entre os locais mencionados nas discussões estavam o Palácio do Planalto e o prédio previsto para receber um debate entre candidatos no segundo turno.

A apuração levou à deflagração da Operação Rede Interrompida, realizada em 4 de agosto. Ao todo, oito pessoas, com idades entre 19 e 31 anos, foram alvo da ação em municípios do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

As mensagens foram identificadas a partir do monitoramento realizado pelo Ciberlab, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. De acordo com os documentos reunidos na investigação, os suspeitos compartilhavam informações sobre a estrutura e os acessos ao Palácio do Planalto, além de manterem mapas de áreas como o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e ministérios.

Em uma das conversas analisadas pela polícia, um integrante teria mencionado a intenção de provocar uma explosão no local onde ocorreria o debate do segundo turno.

Investigação encontrou conteúdo sobre explosivos

Os investigadores localizaram dois canais utilizados pelo grupo no Telegram. Um deles reunia mais de 600 pessoas e tinha discussões de caráter geral. O outro, com 46 integrantes, apresentava conteúdos considerados mais radicais pelas autoridades.

Nesse segundo ambiente, foram encontrados materiais relacionados à fabricação de explosivos, modelos digitais de prédios de Brasília e publicações de conteúdo neonazista e misógino. As conversas também indicavam discussões sobre treinamento, recrutamento de pessoas de diferentes estados e possíveis invasões de prédios públicos.

Para o delegado responsável pela investigação, havia risco considerado concreto de que os planos deixassem o ambiente virtual e fossem colocados em prática. A operação, segundo a polícia, teve caráter preventivo para impedir uma eventual execução das ações planejadas.

Monitoramento de grupos extremistas

O caso faz parte de um trabalho mais amplo de acompanhamento de grupos extremistas na internet. Somente em 2026, o Ciberlab produziu 103 relatórios de inteligência relacionados ao monitoramento de mais de 50 grupos classificados como extremistas.

Após a operação, celulares e computadores apreendidos com os investigados passaram por perícia. A análise dos equipamentos poderá ajudar a identificar outros envolvidos, esclarecer a extensão dos planos e verificar se havia preparação para ações fora do ambiente virtual.

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