Município já convocou cerca de 1,4 mil professores desde 2025 e prevê novas chamadas, além da homologação de concurso com mil vagas para profissionais efetivos.
A Prefeitura de Feira de Santana realizou, nesta quinta-feira (20), a posse de 128 professores aprovados no último concurso público para a rede municipal de ensino. O ato aconteceu no Auditório 1 da Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e contou com a presença do prefeito José Ronaldo de Carvalho, do vice-prefeito e secretário de Educação, Pablo Roberto, além de representantes da categoria.
Segundo Pablo Roberto, a gestão já convocou aproximadamente 1,4 mil professores desde janeiro de 2025, considerando nomeações realizadas por concurso público e processos seletivos. Ele destacou que novas convocações ainda devem ocorrer nos próximos dias.

“Nós estamos falando aí já de aproximadamente, entre janeiro do ano passado até hoje, já são quase mil e quatrocentos professores.”
De acordo com o secretário, no concurso de 2024 foram convocados mais de 300 professores em um único ato. Posteriormente, um processo seletivo acrescentou cerca de mil profissionais, e uma nova convocação recente reuniu mais 270 professores.
Dos 270 convocados mais recentemente, 128 tomaram posse nesta quinta-feira. Pablo Roberto informou que os demais deverão assumir as funções nos próximos dias.
“Nós chamamos agora 270 professores. Vamos dar posse hoje a quase 140 professores e, com fé em Deus, na semana que vem vamos fazer mais 130 posses.”

Além das convocações em andamento, o município também se prepara para homologar um novo concurso público com mil vagas destinadas a professores efetivos da rede municipal.
O secretário afirmou que ainda há profissionais aprovados no concurso de 2024, especialmente das áreas de Português, Matemática e Geografia, que devem ser convocados dentro do prazo legal para apresentação de documentos, realização de exames e início das atividades.
Para Pablo Roberto, a presença dos professores é fundamental para garantir o funcionamento das escolas e a qualidade do ensino público.
“Nós não podemos falar de educação, de evolução da educação, de um processo digno de aprendizagem sem a presença do professor, que é peça fundamental nessa grande engrenagem.”
O prefeito José Ronaldo afirmou que a expectativa é de que, até o final deste ano, as necessidades relacionadas à presença de professores nas salas de aula sejam solucionadas.

“Pablo está me passando que acredita totalmente de que até o final desse ano todas essas questões de professores estarão resolvidas. E vamos concluir o ano realmente com todas as salas de aula com os professores.”
José Ronaldo também destacou que a melhoria dos resultados educacionais depende da participação conjunta de professores, estudantes, famílias, poder público e sociedade.
“Ninguém faz saúde sozinho, professor, é o aluno, é o pai, é a mãe, o poder público, é a sociedade como um todo, todos unidos para que a gente transforme realmente a educação pública municipal de Feira de Santana numa de excelência.”
O prefeito explicou ainda que parte das novas convocações foi resultado de um processo de diálogo envolvendo professores que se consideraram prejudicados no concurso público, o Ministério Público e a administração municipal.
Segundo ele, participaram das reuniões o secretário Pablo Roberto, a secretária de Administração, Sandra Peggy, o procurador Guga Leal e representantes do Ministério Público. Como resultado das negociações, mais de 300 professores foram convocados.
“Graças a Deus tudo isso chegou a um denominador comum e fruto desses encontros foram convocados mais 300 professores. E aqui hoje 128 estão tomando posse e daqui a oito ou dez dias o restante também estarão tomando posse.”
A presidente da APLB Sindicato, Marlede Oliveira, acompanhou a cerimônia e destacou que a realização de concursos públicos é uma reivindicação histórica da entidade.

Segundo ela, o concurso também foi marcado por questionamentos relacionados à aplicação das cotas, o que levou parte dos candidatos a buscar o Ministério Público e a Justiça. Para a sindicalista, a efetivação dos profissionais é fundamental para garantir carreira, direitos e estabilidade aos trabalhadores da educação.
“Concurso público sempre foi um item da nossa pauta de reivindicações.”
Marlede também defendeu que a rede pública tenha professores efetivos em suas salas de aula e criticou a utilização de estudantes e estagiários como substitutos de profissionais habilitados.
Ela citou uma situação identificada pela entidade em 2016, quando, segundo a APLB, havia cerca de 900 estagiários atuando em salas de aula como professores. A entidade acionou a Justiça do Trabalho e, posteriormente, passou a defender a realização de concursos para suprir as necessidades da rede.
“A nossa defesa sempre foi essa, da qualidade da educação pública, porque a escola pública tem que ser de qualidade e gratuita.”
A presidente da APLB aproveitou a posse para dar as boas-vindas aos novos servidores e reforçar que a luta pela valorização profissional continua após a entrada no serviço público, incluindo reivindicações relacionadas a salários, cumprimento do piso e novos concursos para outros trabalhadores da educação.
