Segundo o governador, é essencial unir governos, empresas e a sociedade civil para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles (PT), destacou durante participação na COP 30, em Belém (PA), que o maior desafio da região é engajar toda a sociedade na agenda climática, transformando a preservação ambiental também em oportunidade econômica.
Segundo o governador, é essencial unir governos, empresas e a sociedade civil para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
“O desafio é engajar toda a sociedade, os governos, as empresas e a sociedade civil nessa agenda climática, que tem mostrado sinais claros de que pode afetar duramente a população com eventos climáticos extremos”, afirmou. “O engajamento de todos é fundamental para que a gente reduza as emissões de gases do efeito estufa e proteja a nossa biodiversidade.”
Rafael destacou que, além do aspecto ambiental, o Nordeste deve enxergar essa pauta como uma oportunidade de desenvolvimento sustentável, aproveitando o potencial da transição energética e da bioeconomia.
“Para o Nordeste, a transição energética e a bioeconomia são duas ferramentas para gerar muitas oportunidades de trabalho, emprego e renda, sobretudo com a industrialização verde, a partir da energia limpa abundante que nós temos na nossa região e da biodiversidade da Caatinga e do Cerrado”, explicou. “Esses biomas podem gerar possibilidades na área da farmacologia, da indústria cosmética e da agricultura sustentável.”
O governador ressaltou ainda que a superação das dificuldades econômicas pode ocorrer justamente por meio dessa nova economia verde.
“Aproveitar a agenda ambiental de redução das emissões e de proteção da biodiversidade é o caminho para gerar oportunidades para o nosso povo. É isso que queremos com o Powershoring, atraindo indústrias verdes, gerando empregos mais qualificados e valorizando a bioeconomia”, pontuou. “Além disso, a monetização dos ativos ambientais pode gerar pagamentos de serviços ambientais para quem realmente ajuda a proteger os biomas.”
Ao comentar sobre a polarização política em torno do tema climático, Rafael lamentou que algumas lideranças mundiais e nacionais ainda resistam à pauta ambiental.
“É lamentável que líderes relevantes vão na contramão da agenda climática. Mas essa agenda é tão forte e a sociedade está tão convencida da sua importância que, mesmo com esses personagens contrários, ela continua avançando”, avaliou o governador. “Quanto mais líderes apostarem nessa agenda, mais velocidade teremos na sua implementação e o Brasil, com a liderança do presidente Lula, está dando o exemplo de que é possível ousar e ser mais veloz nas ações climáticas.”
*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém