10/06/2026
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5 min de leitura

Presidente do Feira FC revela bastidores da criação do clube e planos até a Série A nacional

Projeto nasceu de um sonho de infância inspirado nos videogames de futebol e hoje movimenta o cenário esportivo baiano com metas ousadas

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quarta-feira, 20 de maio de 2026 às 14:04
Homem jovem, de pele clara, com cabelos escuros, barba cheia e óculos de grau, sorri enquanto segura uma camiseta de futebol à sua frente
Foto: JP Moranda

O surgimento do Feira Futebol Clube tem movimentado o cenário esportivo baiano e despertado atenção nacional mesmo antes do clube completar um ano de existência. Criado oficialmente em 2026, o novo time de Feira de Santana disputa a Série B do Campeonato Baiano com um projeto ambicioso, forte presença nas redes sociais e a promessa de transformar a relação entre torcida e futebol no interior da Bahia.

Em entrevista ao portal De Olho na Cidade, o presidente e sócio do clube, Marcos Rios, revelou que a criação do Feira FC nasceu de um sonho antigo alimentado ainda na infância, inspirado nos tradicionais jogos de videogame de futebol.

“Eu e Neto, que é meu amigo e meu irmão também nesse projeto, tínhamos aquele sonho de criança de criar um time, viver a Master Liga. A gente jogava muito videogame, muito FIFA. Criávamos escudos, uniformes, contratávamos jogadores no modo carreira. E aí veio a ideia de transformar isso em realidade”, contou.

Segundo Marcos, o projeto começou a sair do papel após um período de planejamento e aproximação com pessoas experientes no meio esportivo.

“Nos alinhamos a pessoas que conheciam os bastidores do futebol e decidimos que era a hora de montar o nosso clube e disputar a Série B do Campeonato Baiano e estamos fazendo acontecer”, afirmou.

O dirigente destacou ainda que a construção da identidade do clube contou com participação popular, desde a criação do mascote até opiniões sobre uniforme e comunicação visual.

“Estamos gerando uma ideia de pertencimento. Muita gente queria viver isso e agora está vivendo junto com a gente”, disse.

Burocracia e estrutura foram os maiores desafios

Apesar da rápida ascensão nas redes sociais e da boa recepção da torcida, Marcos afirmou que o início do projeto foi marcado por dificuldades burocráticas e estruturais.

“O maior desafio foi a burocracia. A gente tinha um prazo para criar o clube, conseguir CNPJ e registrar a equipe na competição. A Junta Comercial demorou muito e passamos muito perrengue”, revelou.

Outro ponto citado foi a complexidade de estruturar um clube praticamente do zero em pouco tempo.

“Imagine você fazer um espetáculo para receber cinco mil pessoas na estreia. É muito difícil pensar em todos os detalhes e conseguir agradar todo mundo”, afirmou.

O presidente admitiu que algumas críticas recebidas após os primeiros jogos serviram como aprendizado para o crescimento do clube.

“Quando a gente faz algo de coração, pensa que vai ser perfeito. Depois você lê comentários dizendo que faltou isso ou aquilo e fica pensando que poderia ter feito melhor. Mas estamos tentando evoluir a cada jogo”, destacou.

Planejamento mira Série A, competições nacionais e até Libertadores

Marcos Rios afirmou que o Feira FC já possui metas definidas a curto, médio e longo prazo. O objetivo imediato é conquistar o acesso à elite do futebol baiano ainda nesta temporada.

“O planejamento de curto prazo é subir para a Série A do Campeonato Baiano. No médio prazo, queremos conquistar vagas em competições nacionais como Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Série D”, explicou.

Já o plano de longo prazo é ainda mais ambicioso: colocar o clube na elite do futebol brasileiro.

“A longo prazo é Série A do Campeonato Brasileiro. Não existe outro objetivo. Queremos ser um clube de primeira prateleira do Brasil. O pessoal chama a gente de maluco, mas o Mirassol está aí mostrando que é possível”, declarou.

Marcos também rebateu críticas de quem considera o projeto grandioso demais para um clube recém-criado.

“Sonhar pequeno ou sonhar grande dá o mesmo trabalho. Então prefiro sonhar grande”, afirmou.

Ele ressaltou que prefere ouvir críticas construtivas, mas evita se deixar abalar por opiniões negativas.

“Não ouvimos pessoas fracassadas, que nunca construíram nada e querem dar palpite no sonho dos outros. Se a crítica for construtiva, a gente ouve. Mas chamar a gente de doido por pensar em Série A não muda nosso planejamento”, disse. 

Projeção nacional

Um dos pontos mais enfatizados por Marcos Rios foi a repercussão nacional alcançada pelo clube nos primeiros meses de existência.

Segundo ele, o projeto do Feira FC colocou novamente o futebol feirense em evidência nos grandes veículos esportivos do país.

“Feira de Santana nunca foi tão vista no cenário nacional como está sendo agora com a criação do Feira FC”, afirmou.

O dirigente citou aparições do clube em grandes páginas e veículos esportivos.

“Saímos em páginas da CazéTV, TNT, Globo Esporte nacional e vários outros veículos do Brasil inteiro. Isso levou o futebol feirense para outro patamar”, destacou.

Para Marcos, o principal legado do novo clube é justamente recolocar Feira de Santana no centro das discussões do futebol brasileiro.

“O que o Feira está fazendo pelo futebol feirense e baiano é surreal. Quem tem o mínimo de percepção consegue entender isso”, concluiu. 

*Com informações do repórter JP Miranda

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