O deputado classificou 2025 como um ano “muito intenso” e ressaltou sua participação em diversas frentes
Em uma entrevista marcada por uma retrospectiva intensa do ano legislativo, o deputado estadual Radiovaldo Costa apresentou sua prestação de contas de 2025, destacando projetos, votações e ações que marcaram seu mandato ao longo do ano. A conversa ocorreu no programa Cidade em Pauta, onde o parlamentar também analisou pautas futuras e temas sensíveis para a Bahia.
Radiovaldo relatou a sessão considerada a mais longa do ano na Assembleia Legislativa da Bahia, encerrada por volta das 4h da manhã. Segundo ele, a extensão se deu pela postura da oposição, que recorreu a mecanismos protelatórios durante a votação de projetos encaminhados pelo governador Jerônimo Rodrigues, especialmente os que tratavam de solicitações de empréstimo.
“Foi a sessão mais longa do ano. Oposição adotou medidas protelatórias por discordar da votação de vários projetos, principalmente os de autoria do Executivo”, explicou.
O deputado classificou 2025 como um ano “muito intenso” e ressaltou sua participação em diversas frentes, incluindo presença em cidades do interior. Entre os projetos de lei apresentados, destacou aquele que tipifica o assédio moral no serviço público estadual, tema considerado por ele como urgente e necessário.
“Infelizmente o assédio moral ainda é corriqueiro. A Bahia não tinha nenhum projeto tratando disso. Apresentamos para proteger os servidores”, afirmou.
Radiovaldo também mencionou iniciativas voltadas à valorização cultural, como o projeto de homenagem aos blocos afros do Carnaval de Salvador, e o que denomina Catu como capital estadual do petróleo.
Como integrante da Comissão de Infraestrutura, o deputado disse ter focado na melhoria da prestação de serviços da Coelba.
“Cobramos medidas para garantir energia de qualidade no verão. A Coelba precisa responder às demandas do povo baiano”, destacou.
Ele também retomou a discussão sobre a ferrovia baiana, com atenção à reativação de trechos importantes. Segundo Radiovaldo, o transporte ferroviário de cargas e passageiros entre Salvador e Feira de Santana voltou à pauta e tem potencial de se concretizar.
“É um projeto vigoroso. Se sair do papel, dará um fôlego significativo ao transporte entre as duas principais cidades do estado”, avaliou.
O parlamentar informou que vem acompanhando junto ao Ministério dos Transportes a duplicação da BR-101, entre Feira de Santana e o limite com Sergipe. Segundo ele, o segundo lote já está em obras.
“Já começaram as obras nos 82 quilômetros depois de Alagoinhas. O primeiro trecho, ligando Feira a Alagoinhas, está em fase de licitação”, detalhou.
Na área de qualificação profissional, informou avanços importantes alcançados por meio de articulações com a Transpetro e o Senai.
“Garantimos um convênio que vai oferecer 900 vagas na Bahia. Na semana que vem vamos tratar das vagas que a Petrobras vai disponibilizar”, disse.
Radiovaldo comemorou a retomada de grandes estruturas industriais na Bahia, como a FAFEN, em Camaçari, que voltará a operar ainda este mês.
“Serão cerca de 1.500 empregos diretos e indiretos. A fábrica volta a abastecer a agricultura familiar e o agronegócio com fertilizantes produzidos aqui”, celebrou.
Ele também citou a volta das atividades do Estaleiro Enseada, que começará a construir navios para a Petrobras, e o retorno dos investimentos em perfuração de poços de petróleo e gás.
Ao ser questionado sobre a greve aprovada pelos trabalhadores do sistema Petrobras a partir do dia 15, Radiovaldo afirmou apoiar o movimento.
“Infelizmente, diante da postura de intransigência da Petrobras, não restou alternativa. A greve é necessária para que as reivindicações sejam atendidas”, afirmou.
Expectativas para 2026
O deputado agradeceu demonstrou otimismo para o próximo ano, citando medidas do governo Lula que, segundo ele, trarão benefícios diretos à população.
“O governo entregou mudanças importantes, como a redução do imposto de renda e o programa Gás do Povo, que garantirá gás gratuito a milhões de famílias. Estou animado com 2026”, declarou.
Radiovaldo também mencionou a possibilidade de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, caso defendido pelo governo federal.