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PRF apreende 400 canetas emagrecedoras ilegais na Bahia em 2026 e alerta para riscos à saúde

Maioria das apreensões ocorreu na BR-116; medicamentos eram transportados sem controle sanitário e, em alguns casos, sem refrigeração adequada.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
JP MirandaReportagem: JP Miranda
quinta-feira, 23 de julho de 2026 às 16:05
Imagem de PRF apreende 400 canetas emagrecedoras ilegais na Bahia em 2026 e alerta para riscos à saúde
Foto: Divulgação / Receita Federal

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) já apreendeu 400 unidades de canetas emagrecedoras comercializadas ilegalmente nas rodovias da Bahia somente em 2026. O aumento da procura por esse tipo de medicamento tem levado a corporação a intensificar as ações de fiscalização, principalmente na BR-116, onde foi registrada a maior parte das ocorrências.

Segundo o policial rodoviário federal Ferrarez, do Núcleo de Comunicação da PRF, o crescimento do uso desses medicamentos e a comercialização irregular têm direcionado as ações de inteligência da corporação.

"Esse tema vem ganhando relevância e o uso descontrolado desse tipo de medicamento está em pauta, o que direciona as ações da Polícia Rodoviária Federal. A fiscalização no estado da Bahia vem sendo intensificada e, até o momento, já apreendemos 400 unidades desse tipo de medicamento. A maioria das apreensões ocorre na BR-116", afirmou.

O policial explica que as abordagens são realizadas com base em critérios técnicos e análise de risco. Durante as fiscalizações, os agentes observam o comportamento do motorista, as informações sobre origem e destino da viagem, além de outros elementos que possam indicar irregularidades.

"Cada abordagem é realizada com base em análise técnica. Quando a equipe detecta alguma suspeita, é feita uma vistoria minuciosa no veículo e nos ocupantes. Em diversas ocorrências, esse material foi encontrado sendo transportado em ônibus, principalmente nos compartimentos de carga", destacou.

Quando o medicamento é localizado, os envolvidos são detidos e encaminhados, juntamente com a carga apreendida, à Polícia Federal, responsável pela continuidade das investigações.

Ferrarez ressalta que o transporte irregular dessas canetas configura o crime de contrabando e chama atenção para os riscos à saúde de quem compra produtos sem procedência.

"Esses medicamentos entram no país de forma irregular, sem controle das autoridades sanitárias, sem comprovação de origem e, muitas vezes, são transportados sem as condições adequadas de armazenamento. Em várias apreensões, as canetas estavam sem refrigeração, o que por si só já representa um risco para quem faz uso", alertou.

A PRF orienta que pessoas que necessitem desse tipo de medicamento procurem atendimento médico e adquiram os produtos apenas em estabelecimentos autorizados.

"Quem realmente precisa utilizar esse medicamento deve procurar um profissional habilitado para fazer a prescrição e adquirir produtos com procedência comprovada. Ao combater esse transporte ilegal, a PRF atua não apenas contra o crime organizado, mas também contribui para a proteção da saúde pública", concluiu Ferrarez.

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