05/06/2026
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Produtora de filme sobre Bolsonaro nega ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro

Produtora de “Dark Horse” rebate informações sobre suposto aporte de Daniel Vorcaro

Redação: Victória Silva
quinta-feira, 14 de maio de 2026 às 16:22
apresenta o rosto de um homem em um plano médio, com uma expressão séria e olhar direcionado para o horizonte.
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A produtora GOUP Entertainment negou ter recebido qualquer recurso do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O posicionamento foi divulgado após reportagens apontarem um suposto envolvimento financeiro do empresário na produção do longa.

A polêmica ganhou repercussão após o site The Intercept Brasil divulgar informações de que Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões ao projeto entre fevereiro e maio de 2025, além de revelar que o senador Flávio Bolsonaro teria cobrado pagamentos atrasados relacionados ao financiamento da obra.

Em declaração nas redes sociais, Flávio confirmou a existência de um contrato envolvendo recursos para o filme, afirmando que a interrupção dos pagamentos poderia comprometer a conclusão do projeto. Segundo ele, o não cumprimento das parcelas colocava em risco até mesmo a exibição do longa.

Em resposta, a GOUP Entertainment afirmou, por meio de nota oficial, que nenhum valor oriundo de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de empresas ligadas ao banqueiro integra o financiamento do filme. A produtora destacou ainda que conversas ou negociações com potenciais investidores não representam necessariamente aportes financeiros efetivados.

O deputado federal Mário Frias, produtor executivo de “Dark Horse”, também rejeitou a existência de investimentos do banqueiro no projeto. Segundo ele, o filme é financiado integralmente com recursos privados e Flávio Bolsonaro teve participação restrita à cessão de direitos de imagem da família do ex-presidente.

A produção, estrelada pelo ator americano Jim Caviezel, conhecido por filmes como “A Paixão de Cristo” e “Som da Liberdade”, retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro até o atentado sofrido durante a campanha presidencial de 2018.

Além da discussão sobre financiamento, Mário Frias é alvo de tentativas de intimação do Supremo Tribunal Federal (STF) para prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades envolvendo emendas parlamentares destinadas a uma organização associada à produção do filme.

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