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Professora revela marcos da emancipação de Feira de Santana

Doações de terras, capela e feira livre: como nasceu a maior cidade do interior baiano

Por Rafa
domingo, 14 de setembro de 2025
Imagem de Professora revela marcos da emancipação de Feira de Santana

O projeto Feira de Santana e sua História Rumo aos 200 anos trouxe um mergulho profundo na trajetória da maior cidade do interior baiano. A convidada especial foi a professora e escritora Lélia Vitor Fernandes, que há décadas pesquisa e difunde a história feirense.

“É um prazer falar da cidade que adotei de coração. Dediquei 53 anos à educação e já são 40 anos escrevendo sobre Feira de Santana, com mais de 37 livros lançados”, contou, destacando seu vínculo com a cidade que, segundo ela, “tem acolhido e inspirado gerações”.

Lélia relembrou que o povoamento teve início com a Fazenda Olhos d’Água, ainda no século XVII.

“As terras, inicialmente pertencentes a Antônio Guedes de Brito, passaram por várias mãos até que, em 1650, João Peixoto Viegas consolidou a ocupação da região”, relatou.

A construção de uma capela em honra a Sant’Ana marcou a formação do arraial que deu origem ao atual município.

“Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandão doaram parte das terras para a edificação da capela, que se tornou o ponto central do povoado de Sant’Ana da Feira”, explicou a pesquisadora.

O processo de emancipação política é cheio de marcos. Segundo Lélia, três datas são essenciais: 13 de novembro de 1832, quando o povoado foi elevado à categoria de vila; 18 de maio de 1863, posse dos primeiros vereadores; e 18 de setembro de 1873, quando a Vila de Sant’Ana da Feira foi oficialmente desmembrada de Cachoeira, tornando-se município.

“Durante muito tempo, comemorou-se a emancipação em 16 de junho, mas estudos e documentos comprovaram que a data correta é 18 de setembro de 1873”, destacou.

Outro episódio curioso foi a mudança de nome. “Em 1931, no governo de Getúlio Vargas, a cidade foi chamada apenas de Feira, mas a população não aceitou. Em 1938, o nome Feira de Santana foi definitivamente adotado”, lembrou a professora.

Para Lélia, conhecer essa trajetória fortalece o sentimento de pertencimento. “Feira de Santana é uma cidade-mãe, mais adotiva do que natal. A história precisa ser valorizada nas escolas para que as novas gerações compreendam a importância desse passado”, afirmou.

Com o projeto Feira de Santana Rumo aos 200 anos, a cidade celebra não apenas sua fundação, mas também a vitalidade de sua cultura e de seu povo. “Que Feira de Santana continue próspera e cada vez mais rainha do sertão baiano”, desejou Lélia.

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