Direto da Cidade do México, profissionais destacam bastidores da organização, altos custos e a logística de acompanhar o maior Mundial da história
Às vésperas da abertura da Copa do Mundo de 2026, a movimentação na Cidade do México já reúne profissionais de imprensa de diferentes regiões do Brasil. Entre eles está o jornalista Felipe Souza, da Rede Gazeta, afiliada da TV Globo no Espírito Santo, que compartilhou as primeiras impressões da cobertura do torneio.
Recém-chegado ao México, Felipe contou que a expectativa é grande para acompanhar o início da competição.
“Chegamos ontem, acabei de pegar minha credencial. Muita expectativa para essa abertura. O estádio foi reformado, comporta mais de 87 mil pessoas e acho que vai ser um momento muito especial, principalmente porque estamos em um país apaixonado por futebol”, afirmou.

Antes mesmo da bola rolar, os profissionais de imprensa já enfrentam desafios nos bastidores da organização do evento. Felipe revelou que precisou encarar uma longa fila para retirar sua credencial de trabalho.
“O meu maior perrengue até agora foram três horas de fila para conseguir pegar a credencial. Cheguei ao meio-dia e saí de lá por volta das três da tarde. O sistema estava muito lento e havia muita gente aguardando”, relatou.
Apesar da demora, ele destacou que o processo foi concluído sem maiores problemas.
“No final deu tudo certo, mas foi uma verdadeira maratona”, brincou.
Outro tema observado por quem acompanha os preparativos é a dificuldade de parte da população local em garantir presença nos jogos devido aos altos preços dos ingressos.
“A Copa do Mundo é um evento muito caro. O mexicano é extremamente apaixonado por futebol, mas nem sempre as condições financeiras permitem estar no estádio. Os ingressos realmente têm valores elevados”, avaliou Felipe.
Segundo ele, embora a organização espere lotação máxima, ainda existe dúvida sobre a ocupação total das arquibancadas.
“A expectativa é de casa cheia, mas vamos acompanhar até a hora da bola rolar”, comentou.
Depois da abertura no México, Felipe seguirá para os Estados Unidos para acompanhar a Seleção Brasileira durante a competição. A estrutura inédita da Copa, dividida entre México, Estados Unidos e Canadá, exigirá uma logística intensa das equipes de imprensa.
“Vai exigir muito da gente. É arrumar mala, desfazer mala, pegar avião, aeroporto, viajar a cada poucos dias. A Copa aumentou de tamanho e também de duração, mas acredito que será uma experiência muito prazerosa”, afirmou.
Mesmo diante dos desafios, o jornalista acredita que a cerimônia de abertura será marcada por um grande espetáculo.
“Já vimos testes de iluminação e som acontecendo durante a semana. A Federação Mexicana está preparando uma grande festa. Minha expectativa é viver um momento histórico nesta abertura da Copa do Mundo”, concluiu.
A contagem regressiva segue na Cidade do México, que se prepara para receber os primeiros jogos do Mundial e abrir oficialmente uma edição que promete entrar para a história pela dimensão e pela integração entre três países-sede.
Tudo sobre os bastidores da Copa do Mundo na cobertura internacional direto do México e dos Estados Unidos com Jorge Biancchi em parceria com as rádios Princesa FM e Sociedade News.