09/06/2026
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De Olho na Cidade
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3 min de leitura

Quando a vida pede pausa: psicóloga destaca o que realmente importa para a mulher

Autoconhecimento, pausas e conexões são apontados como caminhos para o equilíbrio emocional

Redação:
quinta-feira, 09 de abril de 2026 às 22:23
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Durante entrevista à Rádio Sociedade, no programa De Olho na Cidade, a psicóloga Renata Carvalho abordou um tema cada vez mais presente na rotina feminina: a necessidade de desacelerar e se reconectar com o que é essencial.

Renata chamou atenção para a dificuldade que muitas mulheres têm de perceber o próprio excesso.

“Às vezes ela nem se percebe que está tão acelerada. É o outro que precisa dar um chacoalhar e dizer: ‘olha, você está fazendo coisas demais’”, explicou. Segundo a psicóloga, o acúmulo de responsabilidades, muitas vezes incluindo demandas de outras pessoas, faz com que a mulher não pare “nem um segundo”.

Ela destaca a importância de momentos de pausa e reflexão. “A mulher sempre precisa ter um segundo de solitude pra se perceber, se analisar e se rever, entender onde precisa parar um pouquinho para pensar”, afirmou.

Renata também alertou para sinais de que a mulher pode estar negligenciando a própria essência. De acordo com ela, é comum que papéis sociais, como mãe, esposa ou profissional, acabem sobrepondo a identidade individual.

“Muitas vezes a mulher se coloca nesses títulos e esquece da essência. Quem eu sou? O que eu gostava de fazer? Com quem eu gostava de estar?”, questionou. Para a psicóloga, esse resgate é fundamental para evitar que a identidade se perca “no meio do caminho”.

A profissional reforçou que o essencial nem sempre está em grandes mudanças, mas em atitudes simples do dia a dia.

“Às vezes o simples importa. Sentir a vida, olhar nos olhos do outro, ouvir o que gosta, estar em lugares onde se sinta acolhida e amada”, pontuou.

Ela citou um caso atendido em consultório para exemplificar como pequenas ações podem gerar grandes transformações.

“Uma paciente estava sem vontade de sair da cama. Eu pedi que ela tomasse um banho com calma, sem pressa. Foi algo simples, mas da primeira para a segunda semana ela já estava diferente, até fisicamente”, relatou.

Outro ponto destacado foi a importância das relações. Para Renata, apesar de momentos de solitude serem necessários, o convívio social é indispensável.

“A gente não pode andar sozinho. Quem anda sozinho carrega um vazio. É importante ter pessoas, amigas, família, uma rede de apoio”, afirmou.

Ela ainda ressaltou que, após a pandemia, muitas pessoas se tornaram mais isoladas, reforçando a necessidade de retomar vínculos.

“As pessoas sempre têm algo a agregar na nossa vida. É sobre se permitir estar com o outro”, disse.

A psicóloga indicou práticas que podem ajudar nesse processo de reconexão com o essencial. Entre elas, revisitar sonhos da infância e retomar atividades que traziam prazer.

“É importante pensar lá atrás: o que eu sonhava? O que eu gostava de fazer? E começar pelo simples, uma caminhada, novos ambientes, novas amizades”, orientou.

Renata reforçou que o caminho para o equilíbrio passa pelo autoconhecimento e pela valorização das pequenas experiências do cotidiano.

“É sobre voltar a se vincular, seja com amizades ou com a família. Isso é essencial”, finalizou.

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