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Queda dos juros e alta demanda devem impulsionar mercado imobiliário em 2026, avalia especialista

Especialista aponta cenário favorável para vendas, locação e investimentos, com destaque para imóveis compactos, alto padrão e programas habitacionais

Por Thaciane Mendes
sexta-feira, 02 de janeiro de 2026
Foto: Peter  Vang/Pexels
Foto: Foto: Peter Vang/Pexels

O mercado imobiliário brasileiro deve entrar em 2026 com perspectivas positivas, impulsionado principalmente pela expectativa de queda da taxa básica de juros e pela alta demanda reprimida por imóveis. A avaliação é do especialista imobiliário Humberto Mascarenhas, que analisou o cenário macroeconômico e as tendências do setor durante entrevista sobre as projeções para o próximo ano.

Segundo Humberto, o mercado imobiliário exerce papel estratégico na economia nacional. “Costumo dizer que o mercado imobiliário é a mola propulsora da economia de um país, porque gera emprego, renda e movimenta diversos outros setores”, destacou.

Impacto do cenário macroeconômico

De acordo com o especialista, o cenário macroeconômico influencia diretamente o desempenho do setor. Ele explicou que o Brasil encerra 2025 com a inflação controlada e dentro da meta, após um período prolongado de juros elevados. “A taxa de juros foi elevada para conter a inflação, e agora a expectativa para 2026 é que ela comece a cair, dando fôlego às empresas e aos tomadores de crédito, inclusive no mercado imobiliário, que depende muito do financiamento para crescer”, afirmou.

Para Humberto, a redução da taxa Selic tende a destravar decisões de compra adiadas nos últimos anos. “Existe uma demanda muito grande de pessoas que querem comprar, mas estão esperando essa queda acontecer de fato. Com isso, a expectativa é que 2026 seja ainda mais forte do que 2025”, avaliou.

Estoque baixo e demanda reprimida

Outro fator que reforça o otimismo é o baixo estoque de imóveis novos no país. Segundo dados citados pelo especialista, o volume atual seria suficiente para apenas sete meses de vendas. “É um estoque considerado muito pequeno. Se as construtoras parassem de produzir hoje, em poucos meses praticamente só haveria imóveis usados disponíveis”, explicou.

Esse cenário, aliado ao déficit habitacional elevado, torna o mercado atrativo tanto para compradores quanto para investidores. “A demanda reprimida é muito alta, o que gera um ambiente favorável para novos investimentos”, completou.

Tendência dos imóveis compactos

Humberto também destacou que os imóveis compactos e estúdios devem continuar em alta em 2026. Para ele, não se trata de uma moda passageira. “É uma tendência mundial. Cada vez mais pessoas moram sozinhas, as famílias têm menos filhos e o número de separações aumentou. Isso faz com que os imóveis compactos atendam melhor esse novo perfil”, explicou.

Apesar disso, ele alertou que a escolha deve ser criteriosa. “Não é porque é tendência que se deve comprar sem pesquisar. Localização, projeto e itens do empreendimento são fundamentais”, reforçou.

Alto padrão em crescimento

O segmento de alto padrão também apresenta boas perspectivas, especialmente em Feira de Santana. Embora muitos associem esse mercado apenas ao valor do imóvel, Humberto defende um conceito mais amplo. “Alto padrão é conforto térmico, acústico, localização diferenciada, qualidade de vida, sustentabilidade e acabamento premium”, pontuou.

Segundo ele, a maior parte dos compradores desse segmento na cidade adquire imóveis para moradia. “Cerca de 90% compram com a intenção de residir e viver os melhores dias com a família. A demanda é alta e a oferta ainda é pequena”, afirmou.

O especialista também destacou a qualidade da arquitetura local como um diferencial. “Feira de Santana tem arquitetos excelentes, e muitos dos empreendimentos mais atrativos da cidade são assinados por profissionais daqui”, disse.

Minha Casa Minha Vida segue relevante

Para 2026, o programa Minha Casa Minha Vida continua sendo um dos pilares do mercado imobiliário. Humberto lembrou que o déficit habitacional entre famílias de menor renda ainda é elevado. “Mesmo com tudo o que está previsto para ser entregue, não será suficiente para atender toda a demanda. Por isso, quem investe nesse setor tende a ter bons resultados”, afirmou.

Ele ressaltou que o segmento é historicamente resistente a crises. “Mesmo em períodos difíceis da economia, os imóveis populares mantiveram desempenho estável”, pontuou.

Mercado de aluguéis aquecido

O especialista também avaliou como positiva a perspectiva para o mercado de locação. “A demanda por aluguel está muito grande, principalmente porque muitas pessoas estão adiando a compra e precisam morar. Os bons imóveis estão sendo rapidamente alugados”, explicou.

Segundo Humberto, há uma mudança de comportamento, com famílias optando por alugar para ter mais flexibilidade. “Esse público tem crescido bastante. Vale a pena investir em imóveis para locação, desde que a aquisição seja feita de forma estratégica, com orientação profissional”, aconselhou.

Investimento seguro no longo prazo

Ao final, Humberto reforçou que o mercado imobiliário segue como um investimento seguro no médio e longo prazo. “Historicamente, o mercado imobiliário cresce acima da inflação e oferece segurança. Quem investe pensando no longo prazo, compra na crise e não vende no momento errado, tende a ter excelentes resultados”, concluiu.

Para o especialista, mesmo diante de mudanças tributárias ou cenários de instabilidade, o setor mantém sua solidez. “Crises vêm e vão, mas o mercado imobiliário permanece como um dos principais pilares de proteção patrimonial”, finalizou.

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