Ele reforçou que sua candidatura ao Senado será mantida independentemente das articulações.
O senador Ângelo Coronel (PSD-BA) afirmou que sua candidatura à reeleição ao Senado em 2026 é “irreversível” e que a permanência do partido na base do governo dependerá do espaço concedido na chapa majoritária. Em entrevista ao De Olho na Cidade, o parlamentar ressaltou a força do PSD na Bahia e no Brasil e disse que, caso o partido não seja valorizado, poderá lançar candidatura própria.
“O nosso partido, o PSD, é da base do governo, presidido na Bahia pelo senador Otto Alencar. Esperamos manter a unidade. Evidentemente, se o Partido dos Trabalhadores e o Governo não quiserem o apoio do PSD, nós vamos ter que procurar outra alternativa ou até lançar candidatura própria ao governo ou ao Senado, porque temos envergadura pra isso”, afirmou Coronel.
O senador destacou que o PSD é é um dos maiores partido do Brasil e da Bahia e que, por essa razão, “quem tem juízo não vai querer perder o apoio do PSD”. Ele reforçou que sua candidatura ao Senado será mantida independentemente das articulações.
“Mantemos a nossa candidatura ao Senado, ela é irreversível e vai pelo PSD, pelo 55. Se não quiserem, a gente procura quem nos queira ou então sai sozinho”, disse.
Coronel também comentou o apoio que tem recebido de prefeitos baianos e defendeu o fortalecimento dos municípios. Ele lembrou que seu mandato no Senado tem sido voltado ao municipalismo e citou como exemplo a proposta de desoneração da folha de pagamento das prefeituras.
“Minha campanha é uma campanha municipalista. Ao longo dos meus sete anos de Senado, venho ajudando municípios, aprovando leis importantes como a desoneração da folha, que desafogou os cofres das prefeituras. Antes, elas pagavam 22% de contribuição e, com o meu projeto, caiu pra 8%”, explicou.
O parlamentar criticou o aumento gradual dessa alíquota pelo governo federal e anunciou que apresentará uma nova proposta para mantê-la no patamar anterior.
“O governo aumentou pra 12% e, a partir de janeiro, vai pra 16%. Estou apresentando uma nova PEC, chamada PEC 5, ou ‘PEC do Coronel’, pra manter o percentual em 8%. A prefeitura é a base de tudo. Se o município não for forte, nada funciona no estado ou na União”, destacou.
Sobre o cenário nacional e o fato do presidente do PSD, Gilberto Kassab, trabalhar para que o partido tenha candidatura própria à Presidência da República, o senador ponderou que ainda é cedo para previsões.
“Ainda temos muita coisa pra acontecer. O PSD é hoje o maior partido do Brasil, com mais de mil prefeitos e vários governadores. Todo partido gostaria de ter candidatura própria, mas ainda é cedo para definir. Aqui na Bahia, o PSD está na base com o PT, e vamos ver como fica até o final”, disse.
Coronel acredita que até março de 2026 o cenário político estará mais claro, com a definição das chapas majoritárias tanto da base quanto da oposição.
“Acredito que até março já se definam as chapas. Até lá, teremos quatro meses de discussão intensa pra chegar a um bom termo. Eu defendo a manutenção do PSD na chapa, mas com o espaço de senador, que é o nosso pleito natural”, concluiu.
*Com informações de Jorge Biancchi