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R$ 1,32 bilhão ainda está nas contas de apostadores após bloqueio das bets

Ministério da Fazenda prevê devolução dos valores a partir de sexta-feira (9); Caixa poderá intermediar pagamentos em casos de impedimento

Victória SilvaRedação: Victória Silva
terça-feira, 06 de outubro de 2026 às 16:33
Imagem de R$ 1,32 bilhão ainda está nas contas de apostadores após bloqueio das bets

O encerramento das operações das bets deixou R$ 1,32 bilhão ainda depositados nas contas de apostadores. O valor foi informado pelo Ministério da Fazenda nesta terça-feira (6), um dia depois do fim do prazo estabelecido para retirada dos recursos.

Com a mudança, os sites e aplicativos das plataformas de apostas deixaram de funcionar. Ao tentar acessar os serviços, o usuário é direcionado para uma página com informações sobre como recuperar o dinheiro que permaneceu na conta.

Agora, começa uma nova etapa do processo. As empresas têm até quarta-feira (7) para encaminhar às instituições financeiras os dados dos valores que ficaram pendentes, vinculados ao CPF de cada apostador. Também deverão ser informadas as contas bancárias utilizadas nas movimentações.

A previsão do governo é que os bancos iniciem as devoluções na sexta-feira (9). O processo deverá seguir até 14 de outubro. Depois dessa data, a Caixa Econômica Federal poderá atuar na intermediação dos pagamentos quando houver algum impedimento para a devolução direta pelas instituições financeiras.

O levantamento da Fazenda também mostra que existe uma grande quantidade de contas com valores muito baixos. Cerca de 86,2 milhões de contas possuem entre R$ 0,01 e R$ 0,99, totalizando R$ 15,5 milhões.

Governo amplia bloqueio de plataformas ilegais

Paralelamente ao encerramento das operações regulares, o governo intensificou o combate aos sites considerados ilegais. Somente nesta terça-feira (6), foram retirados do ar 1.600 endereços.

Ao todo, 11.056 sites ilegais de apostas foram derrubados em apenas uma semana. O número se soma a aproximadamente 78 mil plataformas que já haviam sido bloqueadas anteriormente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a pedido do governo.

A medida faz parte da estratégia de restringir o funcionamento de empresas que não estão autorizadas a atuar no mercado brasileiro.

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