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Radiovaldo Costa celebra retomada da indústria naval e defende reestatização da RLAM em balanço do mandato

Ao avaliar seu mandato, Radiovaldo ressaltou sua participação na Comissão de Infraestrutura e sua atuação em debates estratégicos para o desenvolvimento da Bahia.

Por Rafa
domingo, 14 de dezembro de 2025
Imagem de Radiovaldo Costa celebra retomada da indústria naval e defende reestatização da RLAM em balanço do mandato

O deputado estadual Radiovaldo Costa (PT) reuniu uma série de avaliações sobre temas estratégicos para a economia baiana, incluindo a retomada da indústria naval em São Roque do Paraguaçu e a defesa da reestatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM).

Radiovaldo comemorou a confirmação da reativação do estaleiro do Recôncavo Baiano, que voltará a operar com a construção de seis navios destinados à Petrobras. O investimento ultrapassa R$ 3 bilhões.

Segundo o parlamentar, a decisão marca “um momento histórico para a Bahia”.

“Foi uma decisão significativa para a economia baiana e para o Recôncavo. O estaleiro estava parado, e nós cobramos muito esse retorno. Agora teremos um investimento superior a R$ 3 bilhões e a previsão de cerca de 5 mil empregos”, afirmou.

Radiovaldo informou que a fase atual é de mobilização da empresa responsável, após assinatura do contrato em outubro.

“A construção dos navios deve começar entre março e abril de 2026. São seis embarcações feitas por etapas, e a contratação da mão de obra vai priorizar os municípios do entorno.”

Prefeituras da região já se movimentam para qualificar profissionais para as vagas previstas.

Radiovaldo voltou a defender que a Refinaria Landulpho Alves, privatizada em 2021, volte ao controle da Petrobras. Ele argumenta que a reversão é fundamental para reduzir o preço dos combustíveis na Bahia e recuperar empregos e arrecadação.

“A Bahia paga hoje combustíveis mais caros que estados atendidos por refinarias da Petrobras. A única maneira de baixar o preço de forma efetiva é a RLAM voltar para a Petrobras”, declarou.

Ele também criticou a baixa utilização da capacidade da unidade: “É como um copo de 300 ml que só anda com 200 ml. A produção fica sempre abaixo do que poderia, e isso derruba a arrecadação do estado e reduz empregos.”

Atualmente, cerca de 3.500 trabalhadores atuam na refinaria, número menor do que o registrado historicamente.

“A refinaria já chegou a ter 7 mil trabalhadores. A volta para Petrobras vai gerar mais empregos e aumentar a arrecadação, já que a RLAM representa sozinha quase 25% de todo o ICMS do estado”, afirmou.

O deputado explicou também os bastidores da sessão que se estendeu por 14 horas na ALBA. A reunião começou às 14h30 e só encerrou às 4h da manhã do dia seguinte.

Segundo Radiovaldo, a oposição utilizou recursos regimentais para atrasar a apreciação de três projetos do governo Jerônimo Rodrigues que pediam autorização para novos empréstimos.

“A oposição sabe que não tem número para derrotar os projetos no voto. Então usa o regimento para empurrar a sessão até o limite, tentando vencer pelo cansaço”, disse.

Os projetos acabaram aprovados pela base governista.

Radiovaldo defendeu o pedido de novos empréstimos efetuado pelo governo estadual, classificando a operação como “antecipação de receita”, procedimento comum e autorizado pela legislação.

“O governo não toma empréstimo de forma aleatória. É tudo planejado. Estados ricos como São Paulo e Rio de Janeiro também fazem isso. A Bahia está dentro da capacidade permitida.”

Ele destacou que os recursos permitirão acelerar obras importantes em diversas áreas.

“O governador esteve em Feira e anunciou o Hospital do Câncer da Bahia, com investimento de R$ 100 milhões. São obras que só se realizam trazendo receita futura para o presente.”

Ao avaliar seu mandato, Radiovaldo ressaltou sua participação na Comissão de Infraestrutura e sua atuação em debates estratégicos para o desenvolvimento da Bahia.

“Interagimos com temas importantes: ferrovia, estradas federais, energia, abastecimento de água. Estive em praticamente todas as secretarias levando demandas de sindicatos, comunidades e associações.”

Ele também destacou seu projeto de lei que tipifica o assédio moral no serviço público estadual.

“O assédio moral adoece e até mata. Já houve casos de suicídio no Brasil por perseguição no ambiente de trabalho. É um projeto que considero muito relevante.”

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