08/06/2026
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De Olho na Cidade
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Renan Santos diz que facções devem ser combatidas com “prender ou matar"

Pré-candidato do Partido Missão propõe reforma do sistema penal, aceleração de processos e cita modelo de El Salvador como referência no combate ao crime organizado.

Redação: Victória Silva
terça-feira, 26 de maio de 2026 às 20:26
Imagem de Renan Santos diz que facções devem ser combatidas com “prender ou matar"
Foto: De Olho na Cidade

O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, afirmou que o Brasil vive um cenário de ausência de estratégia no enfrentamento à violência e defendeu mudanças profundas no sistema penal e na atuação das forças de segurança.

Em entrevista ao programa Jornal do Meio Dia da Rádio Princesa FM, ele criticou o atual Código Penal brasileiro, que, segundo ele, estaria defasado diante do avanço das facções criminosas.

“Ninguém faz nada. Não há projeto de combate ao crime no Brasil. As nossas leis penais são dos anos 40, uma época que nem havia facção.”

Renan afirmou que o país precisa atualizar toda a legislação criminal e endurecer penas para diversos tipos de crime.

“Tem que aumentar as penas para roubo, furto, crimes violentos, crimes contra criança, contra mulher e até crimes de colarinho branco. Tem que ter aumento geral de penas.”

O pré-candidato também defendeu alterações no Código de Processo Penal e na Lei de Execuções Penais, com foco em acelerar julgamentos e reduzir mecanismos de progressão de pena.

“Tem que alterar o Código de Processo Penal para julgar e prender bandido mais rápido.”

Ele criticou o sistema atual de progressão de pena no país.

“Uma pessoa pega 30 anos e cumpre 4 e sai porque um juiz progrediu a pena. Não pode ter progressão em crime violento.”

Renan defendeu ainda a adoção de medidas mais rígidas contra integrantes de facções criminosas.

“Tem que relativizar os direitos de um membro de facção. Ele tem menos direitos e prerrogativas.”

Ao detalhar sua visão sobre enfrentamento ao crime, o pré-candidato afirmou que o Estado deve agir de forma mais dura em áreas dominadas por facções.

“A gente vai prender e vai matar muito vagabundo. Muito. Numa velocidade como as pessoas nunca viram.”

Ele defendeu a atuação policial em áreas sob controle de grupos criminosos e afirmou que não há alternativa intermediária.

“Se o bandido não se entregar, a polícia vai ter que matar. Não existe meio-termo.”

Renan comparou a situação brasileira com outros países.

“Não existe no mundo uma situação em que facção domina bairros inteiros como no Brasil. Em Nova York ou Paris isso não aconteceria.”

O pré-candidato afirmou que sua proposta inclui também ações sociais e retomada de áreas controladas pelo crime.

“Além da repressão, tem que ter desfavelização, retomada de território e reinserção das pessoas na economia formal.”

Ele disse que o objetivo é interromper o ciclo de entrada de jovens no crime organizado.

“Tem que proteger crianças e jovens para que não entrem nessas organizações.”

Renan citou o modelo de combate às gangues adotado em El Salvador como referência parcial, mas afirmou que o Brasil precisa adaptar soluções à sua realidade.

“O Brasil vai pegar experiências de sucesso de outras nações e adaptar ao contexto brasileiro.”

Ele destacou diferenças entre os cenários criminais.

“Aqui não é só ocupação territorial. Temos facções como o PCC, que funcionam como conglomerados internacionais de negócios.”

O pré-candidato afirmou que o combate ao crime no Brasil exige uma combinação de endurecimento penal, inteligência e retomada de territórios.

“Ou o Estado enfrenta isso de forma dura, ou essas organizações vão continuar dominando partes do país.”

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