A rivalidade centenária está presente em cada barraca do Ver-o-Peso
No Ver-o-Peso, maior mercado a céu aberto da América Latina, a movimentação de turistas durante a COP 30 tem impulsionado não só a venda de artesanato e gastronomia, mas também o comércio de camisas de Remo e Paysandu, os dois maiores clubes da região. A rivalidade centenária está presente em cada barraca, especialmente nas de João Alves e Cristiano, vendedores e apaixonados pelos seus times.
João Alves, torcedor declarado do Remo, comemora o aumento significativo das vendas.
“A camisa do Remo aumentou 90% nas vendas. A do Paysandu sai, mas menos — uns 20%, 30%”, destacou. “A que está mais falada é a do Remo. A gente está na Série B, faltam só dois jogos. Se ganhar, estamos na Série A.”
Segundo ele, a fase dos dois clubes tem influência direta no interesse dos compradores.
“O Paysandu já está rebaixado. Aqui os paraenses que torcem para o Paysandu já abandonaram, nem vão mais ao estádio”, afirmou em tom de provocação. “O Remo está em alta. Tudo agora é Remo!”
Ao comparar com a rivalidade baiana entre Bahia e Vitória, João também destacou o impacto da gestão no futuro dos clubes.
“Nossa gestão passou quatro anos lutando, saneando dívidas. O Remo hoje está em dias. Se subir, se mantém”, avaliou.
Ao lado, estava Cristiano, torcedor do Paysandu e vendedor de outra barraca. Com bom humor, ele falou sobre o momento delicado do time.
Apesar da rivalidade, ambos concordam em algo: a COP 30 levou ainda mais turistas ao Ver-o-Peso e muitos deles querem levar como lembrança a camisa de um dos gigantes do futebol paraense.
*Com informações de Marcus Biancchi, direto da COP 30 em Belém