Reformulação da campanha também distribui articulação política e comunicação entre Camilo Santana e Rafael Fonteles
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma nova divisão de tarefas no segundo turno da eleição presidencial. O senador eleito Rui Costa (PT) ficará responsável pela coordenação da agenda do candidato, enquanto o ministro Camilo Santana assumirá a articulação política e o governador do Piauí, Rafael Fonteles, ficará à frente da comunicação.
A mudança reorganiza a estrutura que vinha sendo conduzida de forma mais concentrada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva. A reformulação ocorre após Lula fazer críticas à condução da campanha durante o primeiro turno e defender mudanças na organização da disputa.
Em reunião com deputados realizada na quarta-feira (7), Lula afirmou ter demonstrado insatisfação a Edinho Silva com a maneira como a campanha vinha sendo coordenada. O presidente avaliou que a organização ficou abaixo do esperado e classificou a estrutura como uma das mais desorganizadas entre suas campanhas presidenciais.
A nova configuração também acompanha uma mudança na rotina do candidato. Desde o início da semana, Lula ampliou os encontros com dirigentes partidários, parlamentares e políticos que participaram das eleições nos estados. A estratégia busca aumentar a articulação política na reta final da disputa.
Além da reorganização administrativa, Lula passou a intensificar os ataques políticos contra Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno, e ampliou as críticas dirigidas a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com a distribuição das funções, Rui Costa passa a concentrar os compromissos e deslocamentos de Lula, Camilo Santana fica encarregado da interlocução política e Rafael Fonteles assume a comunicação da campanha. A alteração ocorre na etapa decisiva da eleição, marcada pela disputa direta entre os dois candidatos.