09/06/2026
--
De Olho na Cidade
InícioPolítica
2 min de leitura

Senador diz que presidente não deve se intimidar após rejeição de Messias ao STF

Jaques Wagner classifica decisão do Senado como “equivocada”, critica politização da sabatina e defende que indicação ao Supremo é prerrogativa do presidente da República.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
sábado, 09 de maio de 2026 às 06:37
O senador Jaques Wagner, de cabelos e barba brancos e vestindo uma camisa social clara, concede entrevista em um ambiente ao ar livre. Ele está cercado por repórteres que seguram microfones de diversas emissoras e celulares para gravação.
Foto: De Olho na Cidade

Em Feira de Santana, o senador Jaques Wagner comentou a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), aprovada pelo Senado, e classificou o episódio como um dos momentos mais difíceis da votação recente na Casa. Segundo ele, a decisão representa uma distorção do papel constitucional do processo de sabatina.

Wagner afirmou que recebeu o resultado da votação com preocupação e lamentou o desfecho da indicação.

“Na verdade, pra mim foi uma tarde muito triste, a tarde de quarta da semana passada”, disse.

O senador destacou que, segundo a Constituição, a indicação ao Supremo é uma prerrogativa do presidente da República, cabendo ao Senado apenas avaliar requisitos técnicos.

“A Constituição diz que é prerrogativa do presidente da República indicar alguém com notório saber jurídico e reputação ilibada. Jorge Messias tem isso de sobra”, afirmou.

Wagner criticou o que chamou de uso político do processo de sabatina no Senado, afirmando que o debate deveria se limitar a critérios técnicos.

“Na minha opinião, escolheram a arte de fazer da sabatina uma luta política no lugar absolutamente equivocado. É uma pena”, declarou.

Ele também citou precedentes de indicações feitas em governos anteriores para reforçar sua posição de que o processo deve respeitar a prerrogativa do Executivo.

O senador defendeu que o papel do Senado não é interferir politicamente na escolha do presidente da República, mas apenas verificar critérios constitucionais.

“Não cabe ao Senado da República aprovar ou desaprovar politicamente. Cabe conferir se o indicado cumpre os requisitos constitucionais”, afirmou.

Ao ser questionado sobre os próximos passos após a rejeição, Wagner afirmou que a decisão final cabe ao presidente da República e que ele não deve recuar diante do resultado.

“Se ele resolver indicar outro nome, ele indicará. O Senado vai tomar a posição que quiser. Mas o presidente não tem que se intimidar por essa postura equivocada”, disse.

*Com informações do repórter Rafael Marques

Compartilhar:

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nosso Termos de Uso.