Campanha chama atenção para os fatores de risco e especialista destaca a importância da formação médica especializada
Além do Setembro Amarelo e Setembro Verde, o nono mês do ano também é marcado pela campanha Setembro Vermelho, chamando a atenção para os cuidados com a saúde do coração e a prevenção das doenças cardiovasculares, que, segundo dados da Organização Mundial da saúde (OMS), seguem como a principal causa de morte no Brasil e responsáveis por cerca de 30% a 32% dos óbitos mundiais.
De acordo com o médico intensivista Lúcio Couto, supervisor do programa de residência em terapia intensiva do Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, as complicações mais comuns que levam os pacientes à UTI estão relacionadas a obstruções das artérias coronárias, causadoras do infarto, e às arritmias cardíacas, que aumentam o risco de eventos graves, como o AVC. “A dor no peito é um dos sinais de alerta mais importantes e deve motivar a busca imediata por atendimento médico”, destaca.
Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apontam que a cada 90 segundos uma pessoa morre, no Brasil, em decorrência de doenças cardiovasculares. O especialista ressalta que a melhor forma de evitar complicações é a adoção de hábitos de vida saudáveis, como manter uma alimentação balanceada, reduzir o consumo de sal e gordura, praticar atividade física e não fumar. Além disso, o acompanhamento médico regular é fundamental.
“É imprescindível realizar exames como eletrocardiograma ao menos uma vez por ano, e dependendo do perfil do paciente, o médico pode solicitar avaliações mais detalhadas, como o ecocardiograma”, explica Couto.
Segundo o intensivista, entre os pacientes graves atendidos no Clériston Andrade, em Feira de Santana, os principais fatores de risco são obesidade, tabagismo, hipertensão, diabetes e sedentarismo. Sintomas como falta de ar ao fazer esforço e tontura esporádica também devem ser encarados como sinais de alerta.
Por fim, Cristiano lembra ainda a importância de sua área, afirmando que o tratamento adequado de qualquer doença passa pela formação de clínicos competentes, principalmente para o controle de complicações e atendimento de pacientes em estado crítico, quadros comuns nas doenças cardiovasculares: “O intensivista é o especialista em doente grave. Quando há formação adequada, como ocorre na residência do Clériston Andrade, conseguimos oferecer maior chance de sobrevivência em cenários de extrema gravidade.”
*JP Miranda/ De Olho na Cidade