11/08/2026
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Sicomércio afirma que discussão sobre escala 6x1 precisa continuar após as eleições

Presidente Marco Silva afirma que relações de trabalho precisam evoluir, mas alerta que mudanças devem considerar a produtividade e a realidade de cada setor da economia

Victória SilvaRedação: Victória Silva
segunda-feira, 10 de agosto de 2026 às 06:18
Imagem de Sicomércio afirma que discussão sobre escala 6x1 precisa continuar após as eleições
Foto-Apolo-Rocha

O presidente do Sindicato do Comércio de Feira de Santana (Sicomércio), Marco Silva, defendeu que o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1 continue sendo discutido no Congresso Nacional, mas ressaltou que qualquer mudança deve ocorrer de forma técnica, equilibrada e sem decisões motivadas por pressões políticas.

Durante entrevista ao Jornal do Meio Dia, o dirigente comentou a possibilidade de adiamento da proposta, que perdeu força no Congresso em razão do calendário eleitoral, e afirmou que o importante é que o tema não seja abandonado após as eleições.

Marco Silva, Presidente Do Sicomércio

"Eu ainda digo que a gente não pode afirmar se vai acontecer uma coisa ou outra. A gente sabe que o Congresso, quando quer fazer as coisas, resolve tudo muito rapidamente."

Segundo Marco Silva, a discussão precisa ir além da simples redução da jornada de trabalho e incluir aspectos como produtividade, competitividade das empresas e melhoria do ambiente de negócios.

"O que a gente tem feito é esclarecer que precisamos tratar de produtividade e da melhoria do ambiente de negócios."

Para o presidente do Sicomércio, não existe um modelo único que possa ser aplicado a todas as atividades econômicas.

Ele lembra que diversos segmentos já adotam jornadas diferentes da tradicional escala 6x1, enquanto outros ainda dependem desse formato para manter suas operações.

"Já existem vários segmentos da economia que não trabalham nessa escala. Outros precisam desse modelo. Por isso, essa discussão deve considerar a realidade de cada atividade."

Marco Silva afirma que as relações de trabalho evoluem naturalmente ao longo do tempo e que o setor empresarial está aberto ao diálogo.

"É uma evolução legítima. Vários segmentos podem fazer essa mudança. Alguns precisam melhorar essa relação de trabalho e nós estamos abertos a essa discussão."

Apesar de reconhecer a importância do tema, Marco Silva criticou a forma como a proposta foi conduzida em alguns momentos no Congresso Nacional.

Segundo ele, decisões dessa magnitude não devem ser tomadas sob pressão política ou em períodos eleitorais.

"A gente não pode fazer essa discussão no calor da eleição ou na base da pressão. Um tema tão importante precisa ser debatido com responsabilidade."

Na avaliação do dirigente, o ambiente político pode comprometer uma análise técnica sobre os impactos econômicos e trabalhistas da proposta.

Marco Silva defende que, mesmo que a votação não avance neste momento, o debate continue fazendo parte da pauta nacional.

Segundo ele, o pior cenário seria interromper completamente as discussões após o período eleitoral.

"Espero sinceramente que, se não vier agora, depois da eleição esse assunto não seja colocado na gaveta por mais quatro anos. Precisamos continuar tratando desse tema."

O presidente do Sicomércio reforçou que mudanças nas relações de trabalho devem ocorrer por meio do diálogo entre trabalhadores, empresários e poder público.

Na visão dele, o objetivo deve ser construir soluções que conciliem melhores condições de trabalho com a sustentabilidade das empresas e a preservação dos empregos.

"Estamos abertos ao diálogo. O importante é encontrar um equilíbrio que permita evoluir nas relações de trabalho sem comprometer a produtividade e a geração de empregos."

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