Ferramenta do INSS ajuda a estimar aposentadoria, mas dados incompletos no CNIS podem gerar cálculos errados e atrasar o pedido do benefício.
Após uma semana com os canais de atendimento fora do ar e a suspensão dos atendimentos presenciais, os serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltaram a operar normalmente.
Entre eles está o simulador de aposentadoria, que já pode ser acessado pelo site ou aplicativo a partir desta quarta-feira (4).
A ferramenta faz sete tipos de cálculos, comparando as diferentes regras da Previdência para apontar quanto falta para atingir a idade mínima ou completar o número de contribuições exigidas.
E, para quem está a até cinco anos da aposentadoria, o sistema também mostra uma previsão do valor do benefício.
Apesar disso, especialistas em direito previdenciário alertam que, em muitos casos, o simulador não revela, automaticamente, as informações corretas.
Isso porque os dados do contribuinte no CNIS, o Cadastro Nacional de Informações Sociais, de onde o sistema pega as informações para calcular o benefício, podem estar desatualizados ou incompletos.
O simulador também não considera algumas particularidades dos contribuintes que garantem a aposentadoria mais cedo, como o caso de professores, de pessoas com deficiência ou que atuam expostas a algum agente nocivo à saúde.
Por isso, antes de entrar com o pedido, é essencial checar e atualizar as informações do CNIS, no próprio site do INSS, e ter em mãos todos os documentos para comprovar possíveis condições especiais.