Segundo a médica, cerca de 87% das mulheres enfrentarão os sintomas dessa condição em algum momento da vida.
Durante entrevista ao quadro Mulheres em Pauta, a ginecologista Dra. Márcia Suely abordou um tema ainda pouco discutido, mas que afeta milhões de mulheres em todo o mundo: a Síndrome Geniturinária da Menopausa. Segundo a médica, cerca de 87% das mulheres enfrentarão os sintomas dessa condição em algum momento da vida.
“Apesar do nome, essa síndrome pode surgir antes mesmo da menopausa, a partir dos 40 anos. É uma condição clínica que afeta muito a qualidade de vida das mulheres. Por isso, é importante conhecer para poder se cuidar”, destacou a ginecologista.
A SGM é provocada pela queda dos níveis de estrogênio, hormônio responsável pela lubrificação e elasticidade dos tecidos da região íntima.
“Com a diminuição do estrogênio, há perda da firmeza, da hidratação e da elasticidade da mucosa vaginal e da pele da região externa. Muitas mulheres relatam que a área fica ‘murchinha’, e é exatamente isso que acontece: o tecido perde sustentação”, explicou Dra. Márcia.
Entre os sintomas mais comuns estão coceira, irritação, dor nas relações, ressecamento e até infecções urinárias de repetição. A ginecologista alerta que, embora seja comum, não é normal sentir desconforto.
“A mulher não precisa passar por isso. Esses sintomas são tratáveis e merecem atenção médica”, reforçou.
O diagnóstico é feito principalmente de forma clínica, a partir dos sintomas relatados pela paciente. Exames complementares podem ser solicitados para descartar outras condições semelhantes.
“Se a mulher está nessa faixa etária e sente desconforto íntimo, vale procurar ajuda. Em 87% dos casos, esses sintomas estão ligados à síndrome geniturinária”, afirmou.
Quanto aos tratamentos, a especialista destacou que há diversas opções, que variam conforme o caso.
“Os tratamentos hormonais tópicos, com o uso de estrogênio em creme ou comprimidos vaginais, são os mais eficazes. Eles ajudam a restaurar a mucosa e a lubrificação natural”, explicou.
Para pacientes que não podem utilizar hormônios, como as que tiveram câncer de mama, há alternativas seguras:
“Nesses casos, podemos usar hidratantes e lubrificantes vaginais, além de tecnologias como laser de CO₂, radiofrequência e até ácido hialurônico líquido, que melhoram a hidratação e a circulação da região”, completou.
A Dra. Márcia ressaltou que a fisioterapia pélvica é uma aliada importante no tratamento.
“A fisioterapia melhora a circulação sanguínea e a tonicidade da musculatura pélvica. Lá na clínica, nós temos protocolos que associam as duas abordagens — ginecológica e fisioterapêutica — com excelentes resultados”, afirmou.
Outro ponto abordado foi a atividade sexual regular, que ajuda a manter a saúde íntima.
“Mulheres que têm relações sexuais frequentes apresentam menos sintomas, porque o atrito estimula a produção de colágeno na região. É um fator protetor natural”, explicou.
A médica também lembrou que o uso de vibradores pode ajudar na estimulação da área para quem não tem parceiro fixo.
Para finalizar, Dra. Márcia deixou um recado importante:
“A síndrome é comum, mas não é normal. Toda mulher tem o direito de se sentir bem e confortável. Hoje, temos tecnologia e tratamentos eficazes para isso. O importante é buscar ajuda e não aceitar o desconforto como algo inevitável da idade”, enfatizou.
A ginecologista atende na Clínica Vitalis, localizada no Edifício Premier, 7º andar, em Feira de Santana.
As redes sociais são @dra.marciasuely e @clinicavitalis_.
“Temos uma equipe multidisciplinar, com ginecologistas, nutricionistas e fisioterapeutas, pronta para acolher e cuidar da saúde da mulher de forma completa”, concluiu.