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STF autoriza investigação da PF sobre recursos usados na produção de filme sobre Bolsonaro

Inquérito vai apurar origem e destino de valores ligados ao longa “Dark Horse”; envolvidos negam irregularidades

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quinta-feira, 23 de julho de 2026 às 16:39
Imagem de STF autoriza investigação da PF sobre recursos usados na produção de filme sobre Bolsonaro
Foto: Divulgação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar a movimentação financeira relacionada ao filme “Dark Horse”, obra que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão atende a um pedido da PF que teve aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A apuração busca esclarecer a origem dos recursos destinados ao projeto audiovisual e verificar se os valores foram aplicados exclusivamente na produção do filme ou tiveram outros usos. O caso envolve repasses atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

De acordo com a Polícia Federal, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria procurado Vorcaro para solicitar apoio financeiro para a realização do longa. O parlamentar, porém, afirmou anteriormente que os recursos foram direcionados apenas ao filme, por meio de um fundo específico, e negou qualquer irregularidade.

Outro ponto sob análise dos investigadores é a possibilidade de parte dos valores ter sido utilizada para bancar despesas relacionadas ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reside nos Estados Unidos desde 2025. A hipótese também foi negada pelo ex-parlamentar.

A PF pretende verificar ainda se os recursos foram empregados em outras ações envolvendo aliados do ex-presidente no exterior. Segundo a corporação, o dinheiro teria sido transferido pela empresa Entre Investimentos e Participações para um fundo localizado no Texas, administrado por pessoas ligadas a Eduardo Bolsonaro.

A investigação foi aberta após manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Uma solicitação paralela apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) foi analisada pela PGR, que recomendou o arquivamento. Após a distribuição do processo no STF, o ministro André Mendonça foi escolhido como relator.

Em posicionamentos divulgados anteriormente, Flávio Bolsonaro afirmou que as acusações não procedem e disse que os investimentos seguiram regras legais, com fiscalização nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro também declarou que não houve qualquer irregularidade na utilização dos recursos.

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