18/06/2026
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Sua voz tem poder: comunicação assertiva ajuda mulheres a equilibrar relações, liderança e autocuidado

Em participação no quadro "De Mulher para Mulher", da Rádio Princesa FM, a ginecologista Dra. Cláudia Souza e o estrategista em comunicação Luca Vincenzo discutiram como a comunicação influencia a qualidade de vida da mulher moderna.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
sábado, 13 de junho de 2026 às 11:35
Imagem de Sua voz tem poder: comunicação assertiva ajuda mulheres a equilibrar relações, liderança e autocuidado

A comunicação foi o tema central da edição do quadro "De Mulher para Mulher", apresentado pela ginecologista Dra. Cláudia Souza. Durante o programa, o especialista em comunicação estratégica Luca Vincenzo destacou que a forma como as mulheres se comunicam pode impactar diretamente a gestão do tempo, a liderança, os relacionamentos e até mesmo a saúde física e emocional.

Ao abrir o debate, Dra. Cláudia ressaltou a importância da comunicação para a construção de relações saudáveis.

"A comunicação fluida vai ser fundamental para que todo tipo de relacionamento seja saudável. E é muito importante que a gente, dentro desses relacionamentos, não perca a nossa identidade", afirmou.

O convidado explicou que a comunicação está presente em todas as áreas da vida e precisa ser adaptada aos diferentes contextos.

"A comunicação é como um controle remoto da realidade. Eu preciso modificar para entrar na frequência correta. Uma mulher falando com um colaborador vai se comunicar de forma diferente de quando fala com um filho", comparou Luca.

Durante a conversa, um dos temas abordados foi a chamada "síndrome da mulher maravilha", quando muitas mulheres assumem múltiplas responsabilidades e acabam sobrecarregadas.

Segundo Luca Vincenzo, a comunicação assertiva é uma ferramenta essencial para delegar tarefas e evitar o esgotamento.

"Quando a mulher tem domínio sobre a comunicação, ela administra melhor o seu tempo. Quando não sabe delegar, acaba ficando sobrecarregada de múltiplas atividades ao longo do dia", explicou.

A médica destacou que muitas mulheres acumulam funções dentro e fora de casa e acabam deixando o autocuidado em segundo plano.

Outro ponto debatido foi a dificuldade enfrentada por mulheres em posições de liderança. Para Luca, ainda existe um viés social que faz com que mulheres objetivas sejam vistas de forma negativa.

"O principal desafio é o viés de que a mulher sempre precisa estar nesse papel de gentileza. Muitas vezes, quando ela é direta, isso pode ser interpretado como agressividade", observou.

Dra. Cláudia concordou e relatou situações vividas em sua própria trajetória profissional.

"Às vezes as pessoas têm receio e entendem que nós somos mandonas ou autoritárias, quando na verdade há uma confusão de identidades", comentou.

Para o especialista, a solução está na assertividade.

"Assertividade é o meio-termo entre engolir sapos e explodir. É comunicar aquilo que precisa ser dito de forma firme, mas sem agressividade."

A conversa também abordou a comunicação não verbal. Segundo Luca, postura, olhar, expressões faciais e até mesmo as cores das roupas transmitem mensagens antes mesmo da fala.

"A nossa voz precisa ser sentida e não apenas ouvida. Essa é a diferença entre falar e realmente ser compreendido", destacou.

Um dos momentos mais importantes da entrevista foi a discussão sobre os impactos da falta de comunicação na saúde emocional e física.

Luca alertou para o processo conhecido como psicossomatização, quando conflitos emocionais acabam gerando sintomas físicos.

"Quando a gente não consegue colocar limites saudáveis em nós mesmos e nos outros, começa um processo de adoecimento. Primeiro emocional e depois físico."

Entre as consequências, ele citou ansiedade, depressão, síndrome do pânico, gastrite, úlceras, distúrbios do sono e queda da libido.

Dra. Cláudia acrescentou que muitas mulheres procuram tratamento hormonal acreditando que essa será a única solução para questões relacionadas à sexualidade.

"Muitas vezes elas pensam que a reposição hormonal vai resgatar a intimidade, quando, na verdade, existe uma questão emocional por trás desse processo."

Os especialistas também reforçaram a importância de estabelecer limites saudáveis dentro dos relacionamentos familiares e profissionais.

"Dizer não, muitas vezes, é confundido com egoísmo. Mas, na verdade, é um ato de autocuidado e reconhecimento do próprio valor", afirmou Luca.

Ele defendeu ainda a divisão de responsabilidades dentro da família.

"Não é somente o papel da mulher cuidar de tudo. Quem convive com ela também precisa perguntar: 'Como eu posso te ajudar a partir de hoje?'"

Luca Vincenzo destacou que o primeiro passo para fortalecer a própria voz é investir no autoconhecimento.

Segundo ele, uma autoestima saudável depende do equilíbrio entre três pilares: autocompaixão, autorresponsabilidade e autoimagem.

"Nós somos os nossos maiores juízes internos. Precisamos aprender a olhar para nós mesmos com mais equilíbrio e maturidade."

Para as mulheres que desejam desenvolver uma comunicação mais segura e influente, especialmente após os 40 anos, ele deixou uma mensagem final:

"O primeiro passo é entrar nesse processo de autoconhecimento e buscar ajuda. Quando a mulher fortalece a sua voz, ela transforma a sua realidade."

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