Projeto Baleia Jubarte inicia atividades no Farol da Barra, reunindo pesquisa científica, educação ambiental e incentivo ao turismo durante a migração dos cetáceos pelo litoral baiano.
Os primeiros dias da temporada de migração das baleias jubarte marcam o início de uma programação especial em Salvador. A partir desta quarta-feira (15), visitantes poderão acompanhar de perto a passagem dos animais pelo litoral baiano no Ponto Fixo de Observação do Projeto Baleia Jubarte, instalado no Museu Náutico da Bahia, no Farol da Barra.
O espaço permanecerá em funcionamento diariamente, das 9h às 17h30, durante todo o período de migração. No local, pesquisadores e estagiários do projeto, com apoio da Marinha do Brasil, realizarão o monitoramento das baleias e de outros cetáceos que passam pela entrada da Baía de Todos-os-Santos.
Para participar da experiência, basta adquirir o ingresso do museu. Além de visitar a exposição permanente, o público poderá utilizar binóculos disponibilizados pela equipe para observar os animais e acompanhar, em tempo real, o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores.
Outra atração da temporada é a exposição "Salvador das Baleias", que ficará aberta até 11 de outubro. A mostra apresenta um panorama sobre a relação histórica da capital baiana com as jubartes, abordando desde o período da caça às baleias até os atuais esforços voltados à preservação da espécie, à pesquisa científica e ao turismo sustentável.
A iniciativa também busca ampliar a conscientização sobre a importância da conservação dos oceanos. No ano passado, o ponto de observação contabilizou cerca de 1,4 mil registros de baleias jubarte, enquanto milhares de pessoas participaram das atividades de monitoramento e das ações educativas promovidas pelo projeto.
Além do atendimento ao público no museu, o Projeto Baleia Jubarte desenvolve atividades de educação ambiental em escolas municipais, reforçando a importância da preservação da vida marinha entre crianças e adolescentes.
Com mais de três décadas de atuação, o Projeto Baleia Jubarte mantém bases na Bahia, Espírito Santo e São Paulo, promovendo pesquisas científicas, ações de conservação, educação ambiental e o fortalecimento do turismo de observação responsável.