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Triagem para cirurgia de gigantomastia atende mais de 300 mulheres em Feira de Santana

Programa da Fundação Hospitalar oferece tratamento gratuito para condição que compromete saúde física e emocional

Por Thaciane Mendes
sábado, 01 de novembro de 2025

A Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS) realizou, neste sábado (1º), a triagem para mais uma edição do programa de tratamento cirúrgico da gigantomastia, condição caracterizada pelo crescimento excessivo das mamas. O atendimento ocorreu no Ambulatório da Saúde da Mulher, no bairro Jardim Cruzeiro.

Segundo a FHFS, foram disponibilizadas 500 fichas para avaliação e cerca de 300 mulheres foram atendidas nesta primeira etapa. Outras 200 devem retornar em março do próximo ano para concluir a triagem. As cirurgias devem ser realizadas ao longo de 2026 e 2027.

A presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, destacou o impacto social e emocional da ação e reforçou a logística montada para garantir agilidade e acolhimento.

"É o quinto mutirão de triagem da gigantomastia. Prepararmos toda uma equipe para o atendimento, mobilizamos uma grande estrutura e conseguimos atender cerca de 80% das mulheres ainda durante a manhã. E agora vamos aguardar os resultados desse primeiro atendimento para passar para a segunda fase", disse a presidente

Ainda, a presidente informou que mais de 400 cirurgias já foram realizadas pelo programa: “Esse mutirão é importantíssimo, fazemos de dois em dois anos, e esperamos poder ampliar a quantidade de cirurgias e atender uma demanda maior que procura. São cirurgias essenciais e muito importantes para a saúde da mulher”, pontuou.

O cirurgião plástico Dr. Cesar Kelly, um dos responsáveis pelo programa, ressaltou a importância do procedimento e o pioneirismo local. Segundo ele, a gigantomastia compromete funções básicas e a qualidade de vida, portanto, é uma cirurgia de grande porte e exige internação e acompanhamento.

"Quando as mamas ultrapassam 4 kg, começam a provocar deformidades na coluna, dores intensas, infecções recorrentes e limitação física. Há ainda um impacto psicológico profundo: muitas pacientes deixam de trabalhar e perdem a autoestima. O procedimento dura de duas a três horas, as pacientes ficam internadas por 24 horas e são acompanhadas por até um ano", explicou o cirurgião.

As interessadas precisavam atender aos seguintes requisitos: ter mamas com peso superior a 4 kg, idade a partir de 18 anos, comprovação de carência econômica (a ser avaliada pela assistente social), ter filhos e residir em Feira de Santana.

No entanto, o critério referente à maternidade poderá ser flexibilizado, a critério da equipe médica e da assistência social da FHFS, mediante avaliação individualizada, considerando aspectos clínicos, sociais e humanitários.

A iniciativa é gratuita e envolve equipe multidisciplinar, com apoio da Prefeitura e da FHFS. O programa tem caráter social e prioriza mulheres em situação de vulnerabilidade econômica.

*com informações do repórter Robson Nascimento

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