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“Usei as canetinhas e não emagreci”: médica alerta sobre frustração com medicamentos emagrecedores

O sucesso do tratamento depende de cada caso, e que há pacientes que não respondem ao medicamento como esperavam.

Por Rafa
quarta-feira, 08 de outubro de 2025
Imagem de “Usei as canetinhas e não emagreci”: médica alerta sobre frustração com medicamentos emagrecedores

Durante o quadro Saúde em Pauta, a nutróloga Dra. Aline Jardim abordou um tema que vem gerando polêmica e muitas dúvidas: o uso das chamadas “canetinhas emagrecedoras”. Com o tema “Usei as canetinhas e não emagreci!”, a médica explicou os diferentes tipos desses medicamentos, os motivos pelos quais muitas pessoas não obtêm o resultado esperado e os riscos de utilizá-los sem acompanhamento profissional.

“Essas canetinhas não são a salvação da vida de ninguém. Elas podem auxiliar no tratamento da obesidade, mas precisam ser prescritas e acompanhadas por um médico. Muita gente acredita que é só usar e pronto, mas não é bem assim”, afirmou Dra. Aline.

A nutróloga explicou que os medicamentos em forma de caneta — como a liraglutida (Saxenda), a semaglutida (Ozempic e Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro) — atuam de formas diferentes e são indicados para situações específicas. Segundo ela, “a liraglutida, por exemplo, tem ação diária e costuma causar uma perda de cerca de 6% do peso, o que é considerado modesto. Já a semaglutida e a tirzepatida têm ação semanal e podem alcançar melhores resultados, principalmente quando associadas a mudanças de estilo de vida.”

No entanto, a médica destacou que o sucesso do tratamento depende de cada caso, e que há pacientes que não respondem ao medicamento como esperavam.

“Às vezes, o tipo de obesidade e a causa do ganho de peso interferem diretamente na resposta. Se a pessoa tem resistência à insulina, por exemplo, pode precisar de doses maiores ou de associações com outras substâncias, como ácido alfa-lipóico ou metformina. Só o uso da canetinha, sem ajuste alimentar, dificilmente trará resultado”, explicou.

Dra. Aline também fez um alerta importante sobre a compra ilegal desses medicamentos, muitas vezes vendidos em academias ou lojas de produtos fitness.

“Isso é crime. Tanto quem vende quanto quem compra está cometendo uma ilegalidade. Há pessoas comercializando versões manipuladas e até substâncias que nem existem no mercado oficial. É muito perigoso, porque o paciente não sabe o que está aplicando no próprio corpo”, advertiu.

A médica ressaltou ainda que o uso inadequado pode trazer sérias consequências para a saúde, como perda de massa muscular e até de massa óssea.

“Quando a pessoa perde peso rápido e sem acompanhamento nutricional, ela pode estar perdendo músculo, e não gordura. Isso compromete o metabolismo, a força e até a saúde óssea, principalmente nas mulheres que estão na menopausa”, explicou.

Para ela, a principal mensagem é que não existe emagrecimento saudável sem mudança de hábitos.

“A medicação pode ajudar, mas ela jamais substitui a alimentação equilibrada, o exercício físico e o acompanhamento médico. Não adianta continuar comendo errado e esperar que a canetinha resolva”, reforçou.

Dra. Aline Jardim enfatizou que o acompanhamento médico e nutricional é indispensável para garantir resultados seguros e duradouros.

“O objetivo não é só emagrecer, é ter saúde e qualidade de vida. Precisamos pensar a longo prazo — em envelhecer bem, com força, independência e disposição”, concluiu.

A médica pode ser acompanhada nas redes sociais pelo perfil @draalinejardim e também pelo @institutodaplasticafeira, onde compartilha informações sobre saúde e bem-estar.

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