Município confirmou 21 casos de varicela entre janeiro e abril deste ano
A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir a varicela (catapora) e evitar casos graves da doença, especialmente entre crianças. Em Feira de Santana, a Vigilância de Controle Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde tem reforçado a importância da imunização enquanto monitora, de forma contínua, os casos registrados no município.
De janeiro a abril deste ano, foram notificados 32 casos suspeitos da doença, dos quais 21 foram confirmados. No mesmo período de 2025, o município registrou 25 casos confirmados. Ao longo de todo o ano passado foram contabilizadas 64 ocorrências de varicela.
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, explicou que a doença é viral e apresenta alta capacidade de transmissão, especialmente entre crianças em contato próximo.
“Falar da catapora, da varicela, é falar de uma doença viral altamente contagiosa, que pode ser transmitida por gotículas respiratórias, como espirro e tosse. Por isso, é tão comum a disseminação em ambientes escolares, onde as crianças acabam transmitindo uma para outra pelo contato próximo”, destacou.
Segundo o secretário, o município já identificou mais de 20 casos confirmados em 2026, número que exige atenção, mas sem alarmismo.
“Em Feira de Santana nós identificamos mais de vinte casos esse ano, o que gera sempre um alerta. Não é motivo para pânico nem para alarme, mas é motivo para reflexão. Existe uma vacina importante, e essa é a medida mais segura para prevenir a doença”, afirmou.
Dados da Vigilância Epidemiológica apontam que, entre janeiro e abril deste ano, foram notificados 32 casos suspeitos de catapora no município, dos quais 21 acabaram confirmados. No mesmo período do ano passado, foram registrados 25 casos confirmados. Ao longo de 2025, Feira contabilizou 64 ocorrências da doença.
A catapora é caracterizada principalmente por febre, coceira intensa e lesões na pele, que evoluem para pequenas bolhas. Rodrigo Matos alerta que a transmissão pode ocorrer até mesmo antes do surgimento dos sintomas.
“Mesmo antes de aparecerem os sintomas, a pessoa contaminada já pode transmitir a doença, no período que chamamos de incubação”, explicou.
O período de incubação do vírus varia entre 10 e 21 dias. Após a confirmação do diagnóstico, a recomendação é o isolamento da pessoa infectada, especialmente no caso de crianças em idade escolar.
“Se uma criança tem diagnóstico de catapora, ela não deve ir à escola até passar o período de transmissibilidade, para garantir mais segurança e evitar novos casos”, orientou o secretário.
De acordo com Rodrigo Matos, a Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana tem atuado de forma rápida sempre que há registros da doença, especialmente em escolas e comunidades.
“Quando há um caso na escola ou em qualquer comunidade, a vigilância age de forma assertiva, fazendo bloqueio vacinal e adotando todas as medidas necessárias para evitar surtos maiores”, pontuou.
Dr. Rodrigo reforçou o apelo à população para manter a caderneta vacinal atualizada.
“A vacinação é um ato de amor. Não apenas para gripe, mas para diversas doenças infectocontagiosas. Existem vacinas adequadas para evitar esse tipo de problema”, concluiu.
*Com informações do repórter Rafael marques