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Velório de Nilton Rasta reúne amigos, artistas e lideranças em homenagem ao ícone da cultura afro-feirense

Entre os presentes, o clima foi de emoção e lembranças sobre a importância de Nilton para a cultura da cidade, especialmente para o bairro Rua Nova

Por Rafa
terça-feira, 30 de setembro de 2025
Foto: Ednalva Valença
Foto: Foto: Ednalva Valença

O velório de Nilton Rasta, músico, artesão e líder cultural de Feira de Santana, reuniu familiares, amigos, artistas e autoridades para prestar a última homenagem ao percussionista de 62 anos, reconhecido por sua trajetória de mais de três décadas dedicadas à valorização da identidade afro-brasileira.

Entre os presentes, o clima foi de emoção e lembranças sobre a importância de Nilton para a cultura da cidade, especialmente para o bairro Rua Nova, onde ajudou a fundar o Afoxé Pomba de Malê, movimento cultural e social que transformou a vida de gerações.

O mestre de capoeira Cláudio Borges, conhecido como Mestre Paraná, destacou a influência de Nilton na sua formação pessoal e cultural.

Foto: Ednalva Valença

“Conheci Nilton desde a infância. Quando comecei a crescer dentro da capoeira, ele já era referência. Era um incentivador, um homem de ideias. Nilton sempre esteve envolvido com projetos que formavam cidadãos através da música. Ele deixa um legado enorme que precisa ser reconhecido”, afirmou.

O vereador Silvio Dias também compareceu para se despedir e ressaltou o papel social do artista.

Foto: Ednalva Valença

“Nilton era uma referência na música e na cultura, mas também na transformação social. Muitos jovens que poderiam ter seguido o caminho do crime encontraram na arte um novo futuro graças aos projetos dele. Feira perde um grande homem, um cidadão exemplar, um líder que deixa um vácuo imenso na nossa cultura e nas lutas sociais.”

Morador da Rua Nova, o influenciador digital Francinaldo dos Santos Souza, o JR Bobinho, pediu reconhecimento público ao legado de Nilton.

Foto: Ednalva Valença

“Nilton foi tudo para a gente. Muitos hoje não estão no crime porque tiveram o privilégio de aprender com ele. Esse homem merece uma estátua aqui na Rua Nova. Ele será lembrado por várias gerações pelo caráter e pelo legado que deixou.”

O músico Galdino Oliveira Souza, o Guda Quixabeira, relembrou a convivência e as parcerias musicais ao longo dos anos.

Foto: Ednalva Valença

“Nilton era uma das maiores referências culturais de Feira, principalmente na percussão. Sempre pensava na união dos artistas. Tocamos juntos em diversos momentos, como em tributos a grandes nomes da música. Ele deixa uma lacuna enorme, mas também um legado de formação, porque muitos jovens aprenderam a tocar percussão dentro do box dele. É uma perda irreparável.”

O sepultamento de Nilton Rasta aconteceu nesta terça-feira (30), às 10h, no Cemitério São João Batista.

Foto: Ednalva Valença
Foto: Ednalva Valença
Foto: Ednalva Valença

*Com informações de Ednalva Valença

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