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Ansiedade e dores na face: especialista alerta para aumento dos casos de Disfunção Temporomandibular

Problema tem relação direta com o estresse e pode comprometer sono, mastigação e bem-estar

Redação:
terça-feira, 21 de abril de 2026 às 06:39
Imagem de Ansiedade e dores na face: especialista alerta para aumento dos casos de Disfunção Temporomandibular

A Disfunção Temporomandibular (DTM) tem se tornado cada vez mais comum na população, especialmente em um cenário marcado pelo aumento dos níveis de ansiedade e estresse. O alerta é do cirurgião bucomaxilofacial, Dr. Gilmar Rocha, que explicou, em entrevista ao programa Jornal do Meio Dia, os principais sintomas, causas e formas de prevenção do problema.

De acordo com o especialista, a DTM é uma disfunção que afeta principalmente a região da face, envolvendo a mandíbula e a articulação temporomandibular, localizada próxima ao ouvido.

“A DTM é um problema que incide essencialmente na face do paciente, envolvendo principalmente a região lateral do crânio e a mandíbula”, explicou.

Segundo o médico, o crescimento dos casos está diretamente ligado ao aumento da ansiedade na sociedade atual. A forma como o corpo reage emocionalmente pode desencadear sintomas físicos importantes.

“Tem tudo a ver. A DTM tem uma relação direta com a ansiedade. Esse quadro emocional gera uma hiperatividade muscular, levando ao apertamento dentário e ao bruxismo, principalmente durante a noite”, destacou.

Ele explica que esses movimentos são involuntários e acabam sobrecarregando estruturas como dentes, músculos e articulações, agravando o problema ao longo do tempo.

Os sinais da DTM podem ser variados e, muitas vezes, confundidos com outros problemas de saúde, o que pode atrasar o diagnóstico.

“O paciente começa a sentir dor na frente do ouvido, dor ao mastigar, ao abrir a boca, além de perceber estalos na articulação. Também é comum a cefaleia tensional e até dor na região cervical”, afirmou.

Outro ponto destacado é que muitos pacientes passam por diferentes profissionais até chegar ao diagnóstico correto.

“Ele vai ao otorrino, não encontra nada, e continua com dor. Só depois de uma sequência de sintomas é que busca o especialista adequado”, pontuou.

O diagnóstico da DTM deve ser feito por profissionais especializados, como cirurgiões bucomaxilofaciais, dentistas com atuação na área, além de contar com apoio de fisioterapeutas e otorrinolaringologistas.

Apesar de não ser considerada uma doença grave, a DTM pode comprometer significativamente a qualidade de vida.

“Ela não é incapacitante, mas vai gerando desdobramentos que pioram a qualidade de vida, como problemas no sono e dores crônicas. Quando associada a outros fatores, pode se tornar um quadro mais grave”, explicou.

O especialista reforça que a principal forma de controle da DTM é a prevenção, com foco na mudança de hábitos e no cuidado com a saúde emocional.

“A melhor maneira de controlar a DTM é a prevenção. É buscar qualidade de vida, identificar o que aumenta a sua ansiedade e agir antes que os sintomas se agravem”, orientou.

Ele também faz um alerta para sinais iniciais de ansiedade, como alterações no sono e pensamentos acelerados.

“Se você percebe que seu sono não é mais o mesmo, que sua mente está acelerada, é hora de buscar ajuda. A prevenção é o caminho”, concluiu.

O médico informou ainda que realiza atendimentos regulares na línica Otorrinos e orienta que pacientes com sintomas procurem avaliação especializada para diagnóstico e tratamento adequados.

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